Bairros

Moluscos foram abandonados por criadores e se multiplicaram

Da Redação
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Originário da África, o caramujo que infesta Bauru foi introduzido no Brasil na década de 80. Na época, criadores de escargot verdadeiros, da espécie Helix aspersa, acreditavam ter encontrado uma alternativa viável de mercado.

Eles percorreram várias cidades do País para oferecer, ao custo de R$ 5 mil, kits com 30 animais e uma fita de vídeo sobre como criá-los em cativeiro. O segmento vislumbrava no caramujo gigante a possibilidade de obter mais carne que o escargot, porque o africano se reproduz facilmente e é cerca de três vezes maior.

Mas como os consumidores não apreciaram o sabor, a textura e o aspecto da carne, a alternativa transformou-se num problema. Para livrar-se dos moluscos, os criadores os soltaram em rios, matas e terrenos baldios. Por ser um animal bastante adaptável às adversidades do ambiente, ele não encontrou dificuldade para crescer e se multiplicar em território brasileiro, por onde se alastrou em quase todos os Estados.

O problema não é uma exclusividade nacional. Os moluscos também provocaram danos nos Estados Unidos e na Austrália, informam o Ibama e a Semma. A criação e comercialização de caramujo gigante africano está proibida em território paulista desde julho do ano passado, quando a lei número 11.756 foi aprovada pela Assembléia Legislativa.

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