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Preso mais um suspeito de participação no assalto ao Banco Central em Fortaleza

Folhapress
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Fortaleza - Mais um homem foi preso por envolvimento no assalto milionário ao Banco Central (BC) em Fortaleza. O comerciante Francisco Álvaro de Carvalho Lima foi preso anteontem por ter recebido R$ 200 mil do dinheiro furtado.

O dinheiro foi repassado a ele por um ex-vigilante que deu informações à quadrilha sobre a caixa-forte do banco. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), os R$ 200 mil eram usados para agiotagem. Ele e outros seis presos por participação no crime prestaram depoimento ontem na Justiça Federal. Segundo o advogado de Lima, Paulo César Pimentel, o comerciante não sabia a origem do dinheiro nem teve nenhuma participação no assalto.

Ele admite, porém, que estava usando o dinheiro para fazer empréstimos a juros. O negócio era em sociedade com o ex-vigilante Deusimar Neves Queiroz, preso no mês passado. Foram levados do Banco Central R$ 164,7 milhões, em notas de R$ 50,00, no início de agosto.

Até agora, foram recuperados pouco mais de 12% do valor total. Entre os ouvidos anteontem pela Justiça Federal está Davi Silvano da Silva, tido pela polícia como um colaborador da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

Apesar de ter confirmado à Polícia Federal (PF) que tinha participado da ação, anteontem ele negou qualquer envolvimento no caso. Ele e outros quatro homens foram presos em uma casa na periferia de Fortaleza, onde escondiam R$ 12,3 milhões.

Os depoimentos foram acompanhados pelo delegado Antônio Celso Santos, da PF de Brasília. Ele informou o nome de mais um envolvido que está sendo procurado pela polícia, Fernando Carvalho Pereira, conhecido como Fê, também de São Paulo.

Foragidos

Outros que continuam foragidos da polícia é Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão, considerado o líder da quadrilha, e Marcos Rogério Machado de Morais, irmão de José Charles Machado de Morais, que está preso. Este é dono de uma transportadora de veículos que foi preso ao levar carros recheados com parte do dinheiro furtado.

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