Paulistânia - Vinte e uma cabeças de gado que haviam sido furtadas de uma fazenda de Dois Córregos no mês passado foram encontradas pastando em uma propriedade, em Paulistânia (48 quilômetros de Bauru), anteontem.
Os animais foram reconhecidos pelo dono por causa da marca que possuem no couro. O principal suspeito pelo furto, Giovani Palhares, 24 anos, é morador de Arealva e esteve preso temporariamente por dez dias na cadeia de Bariri. O delegado Edmilson Bataier, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, não descarta a possibilidade de solicitar novamente a prisão do acusado.
Bataier acompanhou a diligência até Paulistânia. Ele contou que o proprietário da fazenda, onde o gado furtado estava pastando será investigado. O delegado quer saber se, de alguma forma, o proprietário participou do crime ou se não tinha conhecimento de nada, como declarou aos policiais.
O fazendeiro, que não teve o nome revelado por não estar configurada sua participação no furto, disse que havia alugado o pasto para o acusado e não sabia que a procedência dos animais era criminosa.
Bataier conta que durante as investigações, o principal suspeito sempre negou que tivesse participado do furto. Nos depoimentos prestados ao delegado, ele teria entrado em várias contradições, o que fez a polícia não descartá-lo como suspeito, mesmo depois dele ser colocado em liberdade, após cumprir os dez dias na cadeia de Bariri.
Palhares esteve preso por causa de uma outra acusação de furto, que teria sido praticado em Bariri. Ele teve a prisão temporária de cinco dias decretada e posteriormente prorrogada por mais cinco dias. Vencido esse prazo, ele foi liberado.
Palhares é proprietário de um caminhão de transporte de gado. Segundo Bataier, ele desponta como o principal suspeito porque o próprio dono da fazenda, onde estava o gado, disse que havia alugado o pasto para Palhares e que os animais foram levados para a fazenda na mesma época em que foi registrado o furto em Dois Córregos.
Além disso, o gado teria sido levado no caminhão de Palhares. Essas informações, na opinião do delegado, praticamente comprova a participação do suspeito no furto.
Não está descartada também a hipótese de formação de quadrilha, uma vez que esse tipo de ação exige a presença de mais de uma pessoa. Colocar 25 animais dentro de um caminhão requer habilidade e trabalho em grupo. Ainda falta localizar quatro animais. “Pelo tipo de delito, pressupõe a existência de mais pessoas”, acredita o delegado.
“Analisando atentamente o furto, chega-se à conclusão de que os autores sabiam muito bem o que estavam fazendo.” No pasto haviam 250 cabeças de nelore e foram levadas as melhores. A maioria do gado furtado estava prenhe. Três bezerros chegaram a nascer no pasto de Paulistânia.
Bataier espera concluir o inquérito na próxima semana. Palhares pode ser indiciado por furto qualificado e formação de quadrilha e ainda ter, novamente, a prisão temporária solicitada.
O delegado pede a outros fazendeiros que tiveram gado furtado recentemente que entrem em contato com a DIG pelo telefone (14) 3622-1174.