Os representantes da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) e da Associação das Empresas do Calçadão (AEC) estão cobrando uma ação mais forte por parte da administração municipal quanto à revitalização da região central da cidade.
Para o presidente da Acib, Cássio Nunes Carvalho, o centro precisa ser modernizado urgentemente e carece de melhorias em diversos setores. Segundo ele, entre os principais problemas da área estão a sinalização precária das ruas, a falta de conservação do asfalto da avenida Rodrigues Alves e a ausência de padronização das calçadas.
Quanto ao projeto de reforma das fachadas ele considera uma ótima iniciativa, mas acha que houve baixa participação, especialmente por parte dos comerciantes que atuam nas transversais do Calçadão. Outro aspecto que preocupa Carvalho é a falta de segurança, especialmente durante à noite. “A partir do momento em que intensificarem o policiamento no Centro, o número de pessoas que moram no bairro deverá aumentarâ€, conclui.
Ele acha fundamental trazer a população para habitar àquela área novamente, pois, dessa forma, seria possível reabrir bares, restaurantes e lanchonetes, dando vida noturna para o local. Cássio elogia a iniciativa do município de tentar instalar a Secretaria Municipal da Educação no prédio da Estação da NOB, que está abandonado. “Se isso ocorrer, vai aumentar o número de pessoas que circulam pela região centralâ€, acredita.
Já o vice-presidente da AEC, Francisco Alberto Franco de Bernardes, foi mais rigoroso em suas críticas à prefeitura. Ele reclama que há mais de um ano a Comissão de Revitalização da Área Central não realiza reuniões. “Estamos esperando uma definição sobre os locais onde os ambulantes e permissionários devem ficar, mas, até agora, nadaâ€, reclama.
Para Bernardes, a área central carece de iluminação e lixeiras, os pontos de ônibus deveriam oferecer conforto e a segurança noturna precisaria ser reforçada. Mas uma dos fatores que mais atrapalham o comércio, segundo ele, é o número reduzido de funcionários na Zona Azul. “Os consumidores encontram muita dificuldade para comprar o cartão e a reposição de veículos não ocorre de maneira corretaâ€, afirma.