Entre explorar economicamente e deixar os recursos naturais intocados, o município de Brotas optou por equilibrar os interesses que se impõem ao desenvolvimento econômico, resolvendo impasses entre os agentes sociais.
O prefeito Orlando Pereira Barreto Neto (PSDB) justifica o avanço no turismo ecológico lembrando que, em 10 anos, a floresta nativa do município cresceu 509 hectares. É deste período a implantação do projeto de desenvolvimento do ecoturismo – em 1993. Barreto ressalta que só foi possível implementar a proposta com a participação de ecologistas, empresários e poder público interagindo para desenvolver a cidade.
Ele não se cansa de argumentar que a mata nativa do município vem crescendo mesmo com a exploração intensiva de rios, cachoeiras, florestas pelo turismo e o cultivo pela agroindústria, principalmente, de cana-de-açúcar, laranja, eucalipto e também a produção agropecuária.
Ele cita uma pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) apontando que a floresta ciliar de Brotas teve um aumento de 509 hectares em 10 anos. “Esse fato surpreendente prova que poder público, empresários e ecologistas trabalham com a mesma consciência”, avalia.
Barreto explica que 60% do Produto Interno Bruto (PIB) gerado em Brotas vem da agropecuária. Conforme o prefeito, os 40% restantes estão distribuídos em um comércio modesto porém diversificado e o restante no turismo. Quanto à indústria, Barreto é franco em definir como “incipiente” no município.
Para quem focou o desenvolvimento econômico no turismo de aventura e ecológico, Brotas não descuidou de se abrir para outros segmentos produtivos e garantir um mix de atividades produtivas que atenua possíveis variações na indústria do turismo.
A agroindústria é um importante setor econômico da cidade, tendo como principal a Usina Paraíso Bioenergia, instalada desde a década de 60. O prefeito explica que a empresa mantém nos últimos 20 anos o nível de empregabilidade propiciando mil postos de trabalho. Também cita firmas que chegaram mais recentemente, como a Chamflora (explora o eucalipto) e a Citrosuco (laranja). Barreto ainda destaca a vitalidade da avicultura e da agropecuária.