Campinas - Vinte e cinco presos da mesma cela fugiram por um túnel na manhã de ontem de uma das unidades prisionais do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia (105 quilômetros de São Paulo). Até o final da tarde, apenas um dos fugitivos havia sido recapturado. Dos 26 presos que estavam na cela, um decidiu permanecer na detenção. A cela oito, da qual os presos escaparam, fica na ala três -localizada nas proximidades da muralha.
Os presos cavaram um túnel de cerca de quatro metros e meio de comprimento por 80 centímetros de diâmetro. Os agentes penitenciários perceberam a fuga às 6h30, mas os detentos teriam iniciado a ação por volta das 5h30. A saída do túnel ficou cerca de um metro do lado de fora da muralha da penitenciária. Quando os agentes penitenciários perceberam a fuga, todos os presos já estavam do lado externo.
Essa foi a primeira fuga deste ano na unidade prisional. Desde de junho de 2000 - quando foi inaugurada - 26 pessoas haviam fugido do local. Com a ocorrência de ontem, o número subiu para 51 fugitivos, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo. Durante toda a manhã, a Polícia Militar (PM) reforçou a segurança nas imediações do CDP na tentativa de recapturar outros presos.
O único preso recapturado ainda estava nas proximidades do presídio. À tarde, os agentes realizaram uma revista em todas as celas da unidade. Até o início da noite, não havia sido divulgado um balanço das revistas nas celas. O CDP tem capacidade para 768 presos e até antes da fuga abrigava 1.247 detentos.
O complexo penitenciário fica nas margens da rodovia Campinas-Monte Mor. Ao todo são seis unidades prisionais. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária, ninguém ficou ferido durante a fuga.
Guariba
Os dois carcereiros da cadeia de Guariba (337 quilômetros de SP) que foram rendidos por presos durante rebelião no domingo foram liberados ontem de manhã. O motim havia começado na tarde de anteontem, quando um deles levava refeições para os presos e acabou rendido.
Em seguida, outro carcereiro também foi dominado. Ambos tiveram suas armas tomadas. Um escrivão chamou a PM, mas 23 detentos conseguiram fugir - até as 18h de ontem, apenas seis tinham sido recapturados.
Além dos carcereiros, três presos ficaram sob ameaça dos rebelados. A superlotação seria a causa do motim. Havia 88 presos no local, onde cabem 25.