O cantor José Rico, da dupla Milionário e José Rico, em seus shows, vem fazendo duras críticas às atuais músicas de Gino e Geno, Teodoro e Sampaio, entre outros, que estão usando e abusando dos palavrões e pornografia em suas letras que, segundo ele, é resultado da falta de competência. Faço minhas as palavras do José Rico, mas a culpa dessa praga se espalhar não é somente dos artistas; é, principalmente, dos idiotas que divulgam e dos não menos idiotas gostam dessa porcaria. Além de ser de péssima qualidade e de um mau gosto fora do comum, Gino e Geno, que outrora foi uma dupla sertaneja, não canta nada, geme. Milionário e José Rico não chega ser uma dupla genuinamente sertaneja, mas nunca fizeram esse tipo de apelação, aproveitando-se do mau gosto musical dos brasileiros e da falta de conhecimento de grande parte da mídia que acha que isso é música sertaneja. Isso é z “sertanojo”, coisa nojenta mesmo, que depõe contra a cultura e os costumes sertanejos.
Nesse domingo, 30 de outubro de 2005, no Domingão do Faustão, o cantor Leonardo disse que, para fazer música boa, o compositor precisa ser chifrado ou estar bêbado. É isso, realmente, que ele pensa daqueles que gostam de suas músicas: bêbado e chifrudos. É preciso parar de chamar esse pessoal de duplas e cantores sertanejos. Podem continuar tocando, idiota para ouvir é o que não falta, mas, pelo amor de Deus, não chamem essa porcaria de sertanejo. Será que a imprensa acha mesmo que duplas como Zezé Di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, etc, são cantores sertanejos?
Disse o poeta Nhô Chico, da cidade de Piracicaba, na música “Brasil Viola” gravada por Dino Franco e Mouraí: “Folclore não se mistura, é origem da cultura, expressão da alma pura, de um povo independente”. Isso sim é coisa de sertanejo, o resto é sertanojo.
Tião Camargo - radialista - RG 7.375.448/SSP/SP