A coordenação dos trabalhos do Plano Diretor já fez 25 reuniões entre a zona rural e zona urbana de Bauru. Para facilitar as atividades, a cidade foi dividida em setores de acordo com a hidrografia. Os encontros começaram em junho e irão se estender até que todos os setores tenham sido consultados.
Para facilitar os trabalhos, foi escolhido um coordenador para cada setor da cidade. “Ele vai a todos os lugares onde as pessoas se encontram, como igrejas, bares, sede de associação de moradores e comunica o local e o horário da reunião. Algumas reuniões chegaram a ter 60 participantes”, conta Maria Helena Rigitano, coordenadora dos trabalhos de elaboração do Plano Diretor.
Segundo ela, com os encontros já foi possível identificar alguns problemas da cidade. ”Descobrimos que a urgência da zona rural é a locomoção. Existe a dificuldade para se chegar a um posto de saúde, para se chegar na escola. As estradas de terra são muito instáveis”, pontua.
Já na área urbana, Maria Helena explica que os problemas são de caráter mais emergencial: “Saúde, segurança, falta de iluminação e falta de áreas de lazer são os problemas mais apontados pelos moradores”, conta.
Outro entrave já identificado pelo grupo é a dificuldade de transposição das rodovias e ferrovias que atravessam o perímetro urbano. “Bauru é cortada por muitos rios, ferrovias e rodovias. A locomoção é dificultada por isso. Ou a pessoa atravessa a rodovia e põe em risco a sua vida, ou anda quilômetros até uma passarela”, explica Maria Helena.
Todos os pontos críticos apontados pelos moradores são fotografados. “É uma leitura da cidade real”, esclarece. “Temos bairros que nem constam na oficialidade porque as plantas não foram aprovadas, mas que existem e possuem muitos problemas”, revela a coordenadora.
Uma dificuldade encontrada, segundo Maria Helena, é o ceticismo da população. “Muitos não acreditam que o trabalho terá continuidade. Acredito que nunca tivemos um comprometimento tão grande como agora”, garante a coordenadora.