Geral

Piscinas ficam mais baratas e mercado se aquece para o verão

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Preço baixo, rapidez na instalação e diversão garantida. Essas são as qualidades que estão incentivando cada vez mais pessoas a construir uma piscina em sua propriedade. Segundo números divulgados por empresários do setor em Bauru, a demanda anual na cidade é de 300 unidades. As mais procuradas são as de vinil, medindo 8 metros de comprimento por 6 metros de largura e 1,40 metro de profundidade, que custam, já instaladas, cerca de R$ 3.800,00.

Segundo a revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, o Brasil é o segundo País em número de piscinas, com 1,3 milhão de unidades instaladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. E de acordo com Eduardo de Oliveira, proprietário de uma empresa que vende produtos e instala piscinas em Bauru, na região existem cerca de 42 mil unidades. “Aqui é o melhor lugar do Brasil para o mercado”, avalia Oliveira, que só neste ano já instalou 25 delas.

“Bauru, além do clima privilegiado, fica perto de grandes fábricas de piscina, o que torna o frete barato”, explica. Em 11 anos de trabalho nesta área, Oliveira afirma que 2005 está sendo o melhor deles. “Só nesta semana vendi quatro piscinas”, comemora.

Luiz Ricardo Ferreira, auxiliar de vendas de uma empresa que atua há 25 anos em Bauru, explica que atualmente está muito mais fácil ter uma piscina em casa. “O consumidor pode escolher entre a de vinil, fibra de vidro e alvenaria. Nós oferecemos os produtos e a assistência (técnica) para todas elas”, afirma.

Rita de Cássia Mello lembra que, em 1996, as piscinas que eram vendidas por cerca de US$ 3 mil hoje saem pela metade deste valor. A empresária explica que o preço não subiu para o consumidor, mas o custo para o revendedor aumentou. “Não repassamos esse valor, então, trabalhamos com uma margem de lucro reduzida”, comenta. Segundo ela, a concorrência em Bauru é muito grande. “Há 12 anos, somente três empresas trabalhavam com piscinas em Bauru. Hoje existem dezenas”, lembra a empresária, que há 15 anos está no setor.

Aproveitando a construção da nova casa, há dois meses Nivaldo Rinaldi instalou em sua residência uma piscina com direito a cascata. “Todo mundo aproveita aqui, principalmente minhas duas filhas”, afirma. “Além disso, é muito bom para reunir os amigos e a família”, conta Rinaldi.

A advogada Marta Regina Triglia acabou de trocar o revestimento de vinil da sua piscina. â€œÉ muito mais em conta e, assim, temos uma piscina sempre nova” afirma. Segundo Marta, há pessoas que instalam uma piscina para valorizar a propriedade, e até algumas que, após construir, pouco a usam. “Aqui a gente se diverte muito. Tem dia que eu tenho que brigar com meus filhos para eles saírem da água”, revela.

Vinil, fibra ou alvenaria

Os principais tipos de piscina são a de vinil, a de fibra de vidro e a de alvenaria recoberta com azulejos. Para fazer a de vinil, é necessário uma base de alvenaria, explica Rita de Cássia Mello, que depois é recoberta com um bolsão de vinil já existente ou especialmente projetado para o local. O revestimento chega a durar dez anos com manutenção adequada. Opção mais barata do mercado, é a campeã de vendas em Bauru, segundo os empresários consultados.

A piscina de fibra de vidro é mais resistente e mais cara que a de vinil. Apesar do preço mais salgado, as unidades feitas com este material estão começando a ser mais requisitadas. “Ela é mais rápida de instalar e, por isso, a procura tem aumentado”, explica o auxiliar de vendas Luiz Ricardo Ferreira.

Já as de alvenaria são as mais duradouras e apresentam menos problemas. “E o custo de manutenção é o mesmo que o das outras”, compara Ferreira. Mas com o passar dos anos, algumas podem apresentar rachaduras. “Aí, sugerimos revesti-las com vinil e continuar a usar a piscina”, explica Rita.

Comentários

Comentários