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O peso do lixo

A manchete de ontem deste Jornal da Cidade sobre o projeto da Emdurb de medir a quantidade de lixo que cada família bauruense consome, para efeito de cobrança de uma taxa, foi assunto em diversas rodas e lares ontem, dia de Finados. Há inúmeras dúvidas e também questionamentos.

Como medir?

Algumas perguntas: como medir o consumo de cada um se, dependendo da época do ano, a produção aumenta ou diminui? A Emdurb cobraria pelo total consumido (100%) ou pelo que ela consegue coletar (60%). É sabido que 40% de todo lixo domiciliar e comercial têm destinação variada, que não passa pela coleta oficial.

Debate acalorado

Perguntas como estas farão parte das discussões a serem estabelecidas assim que o projeto que institui a taxa de cobrança do lixo receber aval da Secretaria de Negócios Jurídicos e for encaminhado à Câmara Municipal. Tudo isso sem falar na cobrança em si, que vai gerar, na certa, debates acalorados.

Busca de soluções

De qualquer forma e seja lá o que ficar decidido ao final das discussões e da votação do projeto, o importante é que a Emdurb está fazendo a lição de casa, ou seja, buscando soluções, algumas delas duras, para reduzir o enorme déficit que acumula há anos, algo que os últimos governos apenas fizeram por empurrar com a barriga.

Com vida própria

A prefeitura decidiu que a partir de janeiro próximo não cobrirá mais o déficit mensal da empresa, que chega a quase R$ 300 mil mensais. A Emdurb terá de andar com as próprias pernas. Claro que o contrário também deve ser verdadeiro. Hoje, por exemplo, a prefeitura paga à Emdurb pela coleta de lixo um valor muito abaixo do preço real.

Visibilidade pública

Dois projetos de lei do vereador Primo Mangialardo (PV), que deram entrada na sessão de segunda-feira passada da Câmara Municipal, pedem mais visibilidade para algumas situações. O primeiro deles requer a afixação do quadro funcional nas repartições públicas municipais. O segundo obriga estabelecimentos a manterem em local visível um cartaz sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.

Guerra declarada

Vários parlamentares, principalmente os mais experientes, estão preocupados com o nível de beligerância que toma conta das relações entre os vereadores João Parreira de Miranda e Marcelo Borges, ambos do PSDB. Eles estão no campo das retaliações e os ataques azedaram de vez as relações pessoais.

Presidente acionado

“Não é bom para eles nem para o Poder Legislativo, que eles representam, por isso, acho que é hora de o presidente (Toninho Garmes) chamá-los para uma conversa reservada”, defendeu um vereador de vários mandatos, segunda-feira à noite, após a sessão da Câmara, na Fazendinha do JC, no Recinto Mello Moraes.

Caneladas...

Brigas deste tipo entre vereadores não são exatamente uma novidade e logo são contemporizadas para não causar grandes prejuízos. Agora, que não se deve convidar Marcelo e Parreira para a mesma partida de futebol, não se deve, principalmente se eles jogarem como adversários, em times diferentes...

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