Tribuna do Leitor

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA


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Se é que os tão necessários trens de passageiros não mais circularão em nosso tão mal administrado país, a nossa majestosa estação ferroviária poderá ser aproveitada para entidades que dêem vida àquela imensa gleba na qual a mesma se acha localizada.

Não só durante o dia, mas principalmente à noite, a praça Machado de Melo e o início das ruas Primeiro de Agosto, Batista de Carvalho, e por que não dizer que até mesmo o início da avenida Rodrigues Alves, que são os verdadeiros centros de todas as atividades de que Bauru se faz merecedor, tornaram-se um verdadeiro centro ameaçador.

Urge dar vida à praça Machado de Melo e à pracinha próxima, assim como aos inícios das ruas que delas partem, cujos inícios mais se assemelham a um abandonado cemitério. Pelo amor de Deus, ali é o início das principais ruas da cidade. Urge revivê-las. Dá medo de transitar por ali, até mesmo durante o dia, quanto mais durante a noite. Será que para acomodar a Secretaria Municipal da Educação e o tal Centro de Estudos necessitará de um prédio daquele tamanho? Nem o Ministério da Educação possui um prédio dessa natureza.

Face àquele centro regional ser completamente desabitado, pode-se dar vida ao mesmo, transferindo para aquele imenso prédio os bares, restaurantes, clubes e outros centros atrativos que, diuturnamente, darão vida àquela região, reanimando a nossa cidade, sem prejudicar os seus indefesos moradores, conforme vem acontecendo com as incessantes instalações de bares, de botecos e de outras coisas mais que tanto prejudicam o sossego e o bem-estar dos moradores vizinhos.

Ao redor da estação, tanto na frente como nas laterais e principalmente nos fundos, não existem moradores e, ainda que existissem, em nada seriam prejudicados visto que só nas plataformas ladeadas pelo imenso prédio e pela esplanada de mais de 500 metros de largura, dará para acomodar milhares de freqüentadores.

Tal medida em muito beneficiará os moradores que vivem reclamando, através deste conceituado jornal, a respeito dos badernaços de que são vítimas, promovidos pelos freqüentadores dos bares e similares existentes nas imediações de suas residências e, ao mesmo tempo, dará vida àquela região que fora transformada num verdadeiro cemitério, quando, a bem da verdade, deveria ser um alegre e bem movimentado ponto inicial das principais ruas de Bauru.

Repartições naquele imenso prédio em nada reativarão a tão necessária vida de que o imenso leque formador das principais ruas de Bauru está precisando. (Fernando José da Costa - RG 3.823.596)

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