Pesca & Lazer

Exótico “duro de matar”

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 1 min

Outra espécie que só retorna à superfície para retirar da atmosfera o oxigênio quando a água não lhe fornece a quantidade suficiente é o bagre africano (Clarias gariepinus).

“Para suprir suas necessidades metabólicas, o bagre africano, na cavidade que abriga suas brânquias, consegue tirar o oxigênio pelas brânquias e encher aquela câmara branquial com ar. Dentro ele tem um aparelho chamado leque ventilatório, então ele abana as branquias com ar e consegue assim suprir a falta de oxigênio”, explica Francisco Tadeu Rantin, pesquisador do Laboratório de Zoofisiologia e Bioquímica Comparativa (LZBC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A introdução do bagre africano Brasil, na verdade, é uma “faca de dois gumes”. A espécie, que tem a capacidade sobreviver em ambientes hostis, é bastante usada em pesque-pagues, pois pode ser fisgada em períodos de temperatura mais baixa, segurando o pescador no pesqueiro. Porém, é agressiva e também se alimenta de pequenos peixes, podendo, inclusive, causar impacto ambiental onde estiver inserido. Além disso, tem a facilidade em se reproduzir, pois não é um peixe de piracema (não precisa subir o rio para desovar, como a maioria das espécies nativas).

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