Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Audiência pública

A secretária Municipal de Educação, Ana Maria Daibem, disse ontem que já tomou conhecimento do convite feito pela Câmara Municipal para participar de discussão sobre a falta de vagas em creches e o projeto de instalação da secretaria no prédio da estação ferroviária, no Centro. Daibem disse que vai ao encontro e que defende a realização de audiências públicas para eliminar dúvidas sobre as ações de governo.

• Estatísticas

A secretária garante que irá demonstrar que a demanda por vagas em creches não atinge as mais de 5.700 levantadas junto à estrutura de entidades e das unidades municipais. Ela lembra que, no início do ano, o confronto de listas individuais de espera realizado pelo governo apontou pelo menos 1.000 nomes repetidos. Ou seja, a procura por vagas levaria os pais a se inscrever em mais de um local, tornando a estatística final imprecisa sem o confronto dos nomes.

• Licitação da ponte

O governo municipal tem menos de dois meses para tentar retomar, ainda neste ano, a reforma da ponte Ayrton Senna, que ligaria o Distrito Industrial I ao Mary Dota. Mas, para tanto, a administração precisa parar de cometer erros como o verificado na elaboração do edital de contratação de estudo para análise da estrutura da obra interditada. Até o Natal, Papai Noel espera para passar pela pinguela e entregar seus presentes. Já o povo, não suporta mais a demora.

• Moradias

Se depender da assinatura de protocolos, Bauru voltará em 2006 a ter parceria entre o Estado e a prefeitura. É que o prefeito Tuga Angerami assinou ontem mais um compromisso para projetos de moradia, o terceiro em cerca de um mês. Com mais este documento, agora a administração vai se incumbir de enviar à Câmara Municipal os projetos de lei buscando autorização para doar 600 terrenos dos Lotes Urbanizados.

• Os lotes

Se o protocolo se viabilizar em ação, um dos projetos urbanos mais antigos da cidade será tirado da gaveta. Idealizado por Izzo Filho em 1991, sem nunca ter resultado em um único dado concreto para a população, o milionário programa já causou em uma herança financeira a ser paga até 2030 pela prefeitura, mas nada de moradias em mais de 2.342 lotes. Agora, Tuga tenta doar 600 terrenos para a CDHU construir casas em cima.

• Conta aberta

Na conta sobre os prejuízos do programa Lotes Urbanizados é necessário incluir a operação realizada pela gestão Nilson Costa, em 2000. O ex-prefeito transferiu para a União um financiamento que já vinha sendo pago há anos junto à CEF, sem que fosse realizada a conta sobre a recomposição do débito no refinanciamento com o governo federal.

• Aval no escuro

A Câmara Municipal não analisou as contas da transferência do financiamento dos Lotes para a União. Através do Banco do Brasil, o Tribunal de Contas do Estado nada levantou dessa operação e a federalização, como se sabe, gerou para o bauruense um débito de R$ 43 milhões que, em apenas cinco anos, já chega a R$ 90 milhões. E detalhe: a prefeitura já pagou quase R$ 25 milhões do total e o saldo devedor dobrou. Lembre-se de que só na conta do viaduto está sendo discutido erro de R$ 11 milhões na Justiça.

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