Marília - Apesar da Secretaria de Estado da Saúde ter descartado ontem a hipótese de que teria sido gripe aviária a doença que matou um galo em Marília (100 quilômetros de Bauru), a ave será mandada para, análise em um laboratório de Campinas.
Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, o galo será examinado no Laboratório Agropecuário Nacional e não mais no Instituto Adolf Lutz, como chegou a ser cogitado.
Ontem, técnicos da secretaria percorreram a propriedade onde o galo morreu e retiraram amostras de sangue de outras aves para análise.
Ainda na tarde de ontem, o secretário Luiz Roberto Barradas Barata negou a possibilidade do galo ter morrido em decorrência da doença. “Essa ave não teve gripe aviária”, declarou. Ele ainda afirmou que as aves que poderiam trazer a doença para o Brasil não migram para a América do Sul nesta época do ano.
O caso, segundo o secretário, não preocupa as autoridades sanitárias do País. “Não se trata nem de suspeita. Houve apenas a morte de uma ave e estamos usando o episódio para testar nosso sistema de vigilância”, garante o secretário.
As aves que migram da América do Norte para a América do Sul fazem isso nos primeiros meses do ano, como as andorinhas. “Não há modo de uma ave no Brasil ter se contaminado, portanto, o caso de Marília não é suspeito”, conclui.
Excesso de zelo
De acordo com Fernando Buchala, coordenador do programa de sanidade avícola da Secretaria de Agricultura de São Paulo, “enfermidades como as doenças bacterianas - tifo aviário (salmonela), colibacilose e botulismo - são freqüentes em criatórios não tecnificados como esse”. Segundo ele, se o galo morto tivesse gripe aviária, as outras aves em contato já estariam mortas.
“Por excesso de zelo, solicitamos as análises dos materiais”, explicou Buchala. Amostras de vísceras e secreções da ave morta e soro sangüíneo das aves vivas, que continuam sem sinais clínicos de enfermidades, foram encaminhadas para diagnóstico. A previsão dos resultados conclusivos para este caso é de até 21 dias.