Saúde

Mosquito


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A febre amarela ataca com mais freqüência pessoas que praticam o turismo rural. A transmissão acontece por meio da picada de mosquito. Trilhas no mato, visitas a cachoeiras e viagens de barco pela região Amazônica são os passeios que oferecem maior perigo de contaminação. “Na região Amazônica também existe o risco da transmissão da malária, lembra Expedito Luna. “Como não há vacina contra a doença, o ministério alerta para o uso de roupas de manga comprida e repelente como forma de prevenção nessa área”, acrescenta.

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada pelo vírus amarílico. Ataca o fígado e os rins e pode levar à morte. Existem dois tipos diferentes de febre amarela: a urbana e a silvestre. A principal diferença é que nas cidades, o transmissor da doença é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue.

Nas matas, a febre amarela ocorre em macacos e os principais transmissores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os insetos picam preferencialmente esses primatas. Os mosquitos transmissores vivem também nas vegetações à beira dos rios. Primeiro picam o macaco doente e depois o homem. “É importante ressaltar que a febre amarela silvestre só atinge humanos ocasionalmente. São os macacos os principais hospedeiros”, destaca Expedito Luna. “Os mosquitos transmissores picam os homens que invadem o habitat dos macacos”, explica.

O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942, no Acre. Já a forma silvestre da doença provoca surtos localizados anualmente. A maior incidência da febre amarela acontece de janeiro a abril, no período das chuvas. Nessa época, a quantidade do mosquito transmissor aumenta.

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