Tribuna do Leitor

Só faltou vender a alma


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Parabéns ao leitor Luiz Henrique Basílio Costa, por sua carta: “O Brasil era um Paraíso”, onde apresenta um resumo do período de 8 anos com FHC, feito por Altamiro Borges de um trabalho do sociólogo Rogério Chaves. O FHC foi o intelectual esquerdista que rejeitou a sua escrita de sociólogo e humanista para aliar-se aos novos liberalistas e às elites dominantes desde os tempos coloniais, cujo lema sempre foi: “Aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. Para que se tenha uma pequena idéia do que isso significou, só Bauru perdeu quase 6 mil dos seus “melhores” empregos com as privatizações feitas com critérios nunca explicados à população.

Também pudera, como vender os bens do País às empresas ricas do primeiro mundo e emprestar dinheiro do BNDS (dinheiro que é nosso) para a compra? Eu, que já estou chegando na terceira idade, nunca vi alguém vender algo a alguém e emprestar o dinheiro a quem vai comprar os seus bens. Somente os bons de bico como a maioria do tucanato, salvo grandes exceções como nosso querido deputado Pedro Tobias, para mascarar seus assaltos ao patrimônio público. Para ajudar os pobres donos do primeiro mundo, os políticos tucanos fizeram uma limpeza nas estatais.

Criaram incentivos para dispensa sem justa causa, aposentadorias com incentivos financeiros e ainda gastaram verdadeiras fortunas para arrumar a casa. Depois, o senhor FHC ainda teve o desplante de chamar os aposentados de vagabundos. Oxalá que na próxima eleição com o PT enfraquecido, os tucanos, como possíveis vencedores, não vendam o que restou, ou seja, a alma do nosso povão.

Jonathas Pessoa de Siqueira

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