Fundado em 1 de setembro de 1910 por funcionários da ferrovia e pessoas que pertenciam ao Éden, clube de futebol que acabara de se desfazer, o Esporte Clube Noroeste não fica de fora quando o assunto é superstição.
Atualmente, o amuleto de sorte da equipe é uma trave de madeira que, segundo alguns dirigentes e torcedores fanáticos, ajudou a equipe a subir para a primeira divisão do Campeonato Paulista.
De acordo com o gerente de futebol do clube, Celso Zinsly, desde 1955 as traves de madeira já estavam fincadas no campo do estádio Alfredo de Castilho. No entanto, a partir do momento em que elas foram trocadas por postes de metal, o Noroeste começou a passar por um período de altos e baixos. Nem Zinsly nem os demais dirigentes e funcionários do clube se recordam quando a troca foi efetuada.
Porém, em janeiro de 2004, enquanto o gerente caminhava pelo estádio, encontrou as traves de madeira abandonadas em um canto. Uma delas foi restaurada, pintada e instalada em frente à porta de entrada do escritório do clube. “Quando colocamos ela aqui, muita gente passou a falar que o Noroeste começaria a ganhar e foi o que aconteceu”, afirma Zinsly, lembrando que naquele ano o Norusca conseguiu ascensão para a segundona do Paulista. Em 2005 não foi diferente e a equipe conquistou o tão sonhado lugar no grupo de elite do campeonato.
Osvaldo Dalcol, que acompanha os jogos do clube desde 1953, acredita que o antigo poste de madeira está dando uma forcinha para o Noroeste. “Quando tiraram as traves do campo, o time não ganhava de jeito nenhum. Chegou até a ser chamado de ioiô”, diz, referindo-se à falta de regularidade por parte da equipe nas partidas.
O massagista da equipe, Jeová Rodrigues, relembra um fato curioso envolvendo a trave. Segundo ele, por volta de 1978 e 1979, durante uma partida, um jogador do Noroeste conhecido como Carbono colocou duas penas de um pássaro preto nos pés da trave e prometeu marcar dois gols. No entanto, ao invés do time da casa marcar, foram os visitantes que anotaram os dois tentos no mesmo poste onde estavam as penas. “Acho que elas tiraram a sorte que a trave dava”, acredita.