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Moda ‘respirável’ e pernas de fora são os hits da estação

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Canelas de fora, saias longas lembrando devotas de Iemenjá a caminho do mar, godês cinquentinhas, mangas bufantes, spenders, boleros e vestidos com recortes abaixo do busto. Tudo muito romântico, sexy, cigano, relembrando Sofia Loren, os anos 60 e até a “belle époque”.

Esse, o resumo da moda primavera-verão que se vê nas lojas e nas boutiques de Bauru, reflexo do que foi apresentado no São Paulo Fashion Week meses atrás e acabou sendo adaptado ao gosto e ao bolso da mulher brasileira.

Uma moda coerente, sofisticada sem ser esnobe, esportiva sem descer do salto, que mistura jeans, tecidos naturais como algodão e sarja, tecnológicos, malhas frias e muitos bordados, drapeados e plissados. Inversão do minimalismo que durante antes invadiu as ruas.

Acostumada aos trajes “forenses”, a advogada Flávia Lemos lembra que a moda atual é tão eclética que favorece profissões como a sua, mulheres grávidas, teens e até balzaqueanas.

“Como os spencers ou casaquetos e as saias retornaram com tudo, valorizando a cintura, basta colocar por baixo uma regata ou mesmo uma camisete. Produção correta, inclusive para depois do expediente, hora do chopp com os amigos”.

A lojista Tânia Capelini concorda que as novidades casaram como luva para as grávidas. “ Anos atrás as únicas opções eram os macacões ou as camisetas que evidenciavam o barrigão e nem sempre agradavam. Eu costumo dizer que as grávidas de agora estão com sorte”.

Hoje, as batas ou túnicas receberam atenção especial, vêm em tecidos leves e esvoaçantes, valorizadas com bordados e brilho, podendo comparecer numa boa quando o assunto é festa. E podem ser usadas também por mulheres com mais idade, porque em 2005 vieram com faixas que podem ser amarradas na cintura, estilo anos 70.

Falando nesse habilidoso trabalho, os bordados, customizados e com aplicações fazem toda a diferença na estação.

A regra é inovar para que uma peça considerada até então sem graça se evidencie no guarda-roupas. “Seja atrevida, misture estampas e componha o seu look. Não tenha medo de ousar, sinta-se um pouco cigana, enfeite-se com mil pulseiras e colares”, ensina a produtora de moda paulistana Silvana Nogueira.

Basta andar por aí para verificar que o branco, sem esquecer do verde-bandeira, do dourado e do azul quase roxo, deve emplacar mesmo no verão. “Ele vem em saias com babados, vestidos e acessórios”, lembra Patrícia Daipx de uma boutique no Jardim Aeroporto.

É a universidade da cor branca ultrapassando as barreiras do tempo e de tendências de estações e se firmando como a cor da próxima estação.

A Alcaçuz, por exemplo, investiu em peças brancas com estampas inspiradas nos banhistas da badalada praia de Deauville, no sul da França, enquanto que a Carmin apresenta uma série de peças de cambraia de algodão.

Ele aparece também na malharia com aplique de bordados e estampas de flores, pássaros, coqueiros e dançarinas havaianas. O branco nem tão branco das madrepérolas também está de volta, assim como o dourado que estava engavetado no inverno.

Grifes vendidas em lojas multimarcas mostram ainda o predomínio dos tons terrosos, explorando o estilo safári que se evidencia nas calças modelo saruel (aquelas com cordinhas que dão um charme especial aos tornozelos) que prometem ser um dos hits do verão.

As peças que remetem à simplicidade também terão vez no armário, com foco centrado na elegância. A Lilla Ka, por exemplo, marca vendida em lojas multimarcas, investiu no romantismo singelo, no resgate da inocência, presente nas estampas florais minúsculas, em tons de rosa e azul.

Looks naturais com doses de modernidade construídos com tecidos leves, esvoaçantes que revelam ao mesmo tempo sensualidade e serenidade.

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