Igaraçu do Tietê – A revitalização das atividades produtivas é a aposta da Prefeitura de Igaraçu do Tietê para a recuperação do vigor econômico do município, localizado a 71 quilômetros de Bauru. Percebendo que o município de Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru).
Para tanto, a atual administração municipal fez deslanchar o Núcleo de Apoio ao Pequeno Empreendedor de Igaraçu do Tietê (Nu-Papi) como uma das primeiras iniciativas da recém-criada Secretaria de Desenvolvimento e Relações do Trabalho, sob o comando de Eli Giglioti.
O núcleo diploma dia 22 deste mês a primeira turma de 100 profissionais qualificados para atuar na indústria do calçado. A escola é uma parceria entre prefeitura, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).
Nos últimos 60 dias, o grupo se habilitou no curso de pesponto, corte de calçados e outros conteúdos. Mais do que mão-de-obra especializada para o pólo calçadista de Jaú, município vizinho, o Nu-Papi busca fomentar novos empreendedores com telessalas “Aprender a Empreender”, que em setembro último propiciaram aos participantes acesso a informações sobre empreendedorismo e gestão de negócios.
A equação montada com profissionalização, noção de negócios se completa com o acesso ao crédito. Conforme o prefeito Guilherme Fernandes (PSDB), está programado para novembro a inauguração do Banco do Povo Paulista, uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo.
O banco disponibilizará linhas de microcrédito para financiar pequenas empresas, como as prestadoras de serviço no segmento calçadista. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento vislumbra a criação de uma cooperativa formada por profissionais do núcleo.
“O Banco do Povo vai financiar quem queira montar sua pequena empresa emprestando até R$ 5.000,00, com juros de 1% ao mês. Quem quiser trabalhar com a cooperativa irá ter serviço das fábricas de Jaú e de Barra Bonita”, acrescenta Fernandes.
Fernandes entende que essa é a alternativa para Igaraçu se viabilizar economicamente e socialmente. Ele explica que a Usina da Barra, pertencente ao Grupo Cosan, gerou e ainda gera grande parte dos postos de trabalho existentes na cidade.
Segundo dados do site da Cosan, a colheita mecanizada, que dispensa grande parte da mão-de-obra e a queima da palha, representa hoje 20% da cana colhida pela empresa na safra. Se ainda não predomina nas lavouras de cana-de-açúcar, a mecanização da colheita, somada à proibição gradativa da queimada nas plantações definida pela lei estadual número 11.241, é uma ameaça real a postos de trabalho nos municípios dependentes do cultivo. “Estamos preocupados em desenvolver a cidade em outro rumo, porque a tendência é a máquina fazer o corte e já carregar a cana”, justifica Fernandes.