Regional

Beira do Tietê propicia passatempo a todos

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Igaraçu do Tietê - Neste final de semana termina a primeira edição da Igaratur, que comemorou os 102 anos de Igaraçu do Tietê. Por ser a primeira vez, os shows musicais e o parque atraíram grande público para a areia da “prainha” nos fins-de-semana.

O barman Sílvio Machado conta que, em fim-de-semana com sol, o lugar lota de tal forma que não dá para circular. “Quanto mais melhor. Tem vindo gente de Santa Catarina e muitas outras da região”, comemora, numa indicação de que a Igaratur tem ajudado a aquecer as vendas do comércio.

O local é um ponto de visitação permanente, que tem no “Mirante do Vale” um portal com vista encantadora para o Tietê. Ao fundo, a Barra Bonita mantém seu charme do outro lado do rio. Entretanto, o calçadão para caminhadas até a “prainha” convida a uma pescaria, ao quitute em uma das lanchonetes ou no restaurante.

Na última terça-feira, algumas pessoas pescavam na beira do rio. Próximo, um grupo despreocupado iniciava o churrasco de lingüiça e costela que prometia invadir a noite no quiosque, no meio da praia na beira do rio.

O vigilante Adriano Francisco explica que costuma juntar os amigos, principalmente no começo da semana, quando desfruta de folga do trabalho. Ele ressalta que quando começou a reforma da “prainha”, muito antes de ser entregue no final do ano passado, a movimentação de visitantes já era grande no lugar. “Igaraçu é muito boa e vai ficar melhor”, avalia.

No barranco, Rosângela Virgílio de Oliveira fisgou um cará, logo depois de chegar ao local com a família, todos vindos de Jaú. Ao lado dela, Terezinha de Oliveira também insiste arremessando o anzol. Porém, o primeiro que pescou peixe grande foi o carreteiro Jurandir Tozzi, que tirou da água uma bela tilápia. Ele comenta que a tarde de pescaria só estava começando. “O vento atrapalha um pouco”, reclama, com a concordância das mulheres do grupo.

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Feliz sem pressa

Entre os quatro, destaque para um senhor franzino, de calça, sapato e chapéu. Sentado no banquinho, ele pouco se move enquanto aguarda o movimento da linha dentro d’água. José Carlos de Oliveira, 80 anos, a serem completados amanhã, viveu quatro décadas entre Igaraçu do Tietê e Barra Bonita. Há 12 anos, logo após se aposentar, mudou-se para Jaú. O senhor de excelente humor tem movimentos contidos, tranqüilo espera pelo peixe com paciência que não se nota nos mais novos que o acompanham. “Venho para passar o tempo e refrescar a cabeça. Quando a gente não pega nada dá vontade de ir embora. Mas fazer o que sentado dentro de casa? Prefiro aqui”, garante.

Ele conta que a cidade vem melhorando dia a dia. José acrescenta que trabalhou de 1958 a 1968 na Usina da Barra, principal empregadora de mão-de-obra em Igaraçu do Tietê e nas cidades próximas, todas com extensas áreas ocupadas basicamente pela lavoura de cana-de-açúcar. José, nascido em Torrinha, ressalta que as melhores lembranças do que já viveu estão intimamente ligadas as horas que dedicou na beira do Rio Tietê.

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