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Personagem: Comelli, um dos trunfos do Norusca

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

Ele é da nova geração dos técnicos de futebol do Brasil, chamado de professor pelos atletas e de Paulinho pelos colegas de comissão técnica. Trata-se de Paulo Comelli, treinador do Noroeste, que estará consagrado num futuro bem próximo.

Com 45 anos de idade, 30 deles no futebol, Comelli já é um vencedor. Afinal, além do acesso conquistado na direção do Noroeste, esse jovem e carismático treinador, nascido em Novo Horizonte e criado em Itápolis, quer vôos mais altos.

Ainda garoto, menor de idade, Paulo Comelli começou a jogar - em times paulistas e, principalmente, paranaenses, se destacando no Coritiba, Londrina e Matsubara. Encerrou a carreira de jogador no Grêmio Maringá, em 1989, onde iniciou a de técnico no final do mesmo ano. Seu primeiro trabalho foi como auxiliar de Mário Juliato, uma legenda na Ponte Preta.

Em 1990, apenas com 30 anos - idade considerada muito jovem para os treinadores brasileiros - Comelli assumiu o comando do Grêmio Maringá.

“De lá para cá, tudo corre bem comigo, graças a Deus. Talvez seja pelo trabalho sério e honesto que fazemos. Futebol é minha vida, estou nessa estrada desde os 15 anos”, afirma o chefe do elenco noroestino.

“Mas como todo o treinador, claro que quero dirigir um clube top. Não que o Noroeste não seja um grande. Aliás, tenho andado por esse Brasil de Norte a Sul, e poucas equipes têm uma estrutura como a nossa, aqui em Bauru. Ainda vou dirigir um clube da divisão principal do Campeonato Brasileiro, mas não é para agora, não tenho pressa. Meu sonho imediato agora é o Noroeste, que com certeza, fará uma boa campanha no Paulistão do ano que vem”, explicou o treinador.

Rodado

Em 15 anos de carreira, Paulo Comelli trabalhou em 15 clubes, quase todos de Primeira Divisão. Isso pode significar que ficou um ano em cada clube, uma marca acima da média, de acordo com a realidade do futebol brasileiro, onde técnico vive de vitórias.

Técnico rodado, Paulo Comelli dirigiu somente dois clubes de Segunda Divisão. Na Série A2 paulista foi campeão de 2004 com o São Bento de Sorocaba e vice-campeão de 2005, com o Noroeste.

Foi campeão brasiliense pelo Gama, maranhense pelo Sampaio Correa, vice-campeão do Pará pela Tuna Luso e vice de Santa Catarina pelo Criciúma. Trabalhou ainda nos seguintes clubes: Grêmio Maringá-PR, Vila Nova-GO, Matsubara-PR, Londrina-PR, Figueirense-SC, Ituano-SP, União São João-SP, Portuguesa Desportos-SP e Ceilândia-DF.

Embora futebol seja um esporte coletivo, para grande parte da torcida, Paulo Comelli foi o principal responsável pela volta do Noroeste ao grupo de elite. “Se a diretoria não tivesse contratado o Comelli e o volante Edmílson, não teria conseguiu o acesso”, diz Luisão, um fanático torcedor alvirrubro.

Após o Campeonato Paulista da Série A2, Comelli foi trabalhar no Ceilândia, o primo pobre do Distrito Federal, e faltou pouco, muito pouco, para o time da cidade-satélite avançar para a fase decisiva do Campeonato Brasileiro da Série C.

De volta a Bauru, o simpático e competente treinador reúne-se o dia todo com o gerente Celso Zinsly, traçando os planos para o Paulistão de 2006. “Temos observado jogadores das três divisões do futebol do País e o torcedor pode ficar tranqüilo que vamos montar uma equipe forte e de competição”, explicou. E sentenciou. “Um time para fazer bonito e não para ser figurante”. Pode ser, porque o Paulinho, ao que parece, nasceu mesmo sob o signo do sucesso.

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