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A renovação da esperança


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Caminhamos rapidamente para o fim do ano. Logo mais, entraremos em 2006 e, de novo, o rumo político do País estará na ordem do dia. Teremos eleições nas esferas federal e estadual. Enfim, será um momento de reflexão e decisão. Teremos de pensar bastante para que nossas escolhas levem o Brasil a um futuro mais brilhante e de oportunidades para todos.

Um debate que certamente marcará as campanhas do próximo ano diz respeito à saúde. São muitas as dificuldades que ainda temos de vencer. O SUS é bom no papel, mas carece de investimentos e de uma gestão qualificada para se tornar a solução que esperamos. A saúde privada também mostra fragilidade histórica. Infelizmente, há empresas que remuneram mal seus profissionais, que não oferecem a cobertura desejável aos usuários e ainda cerceiam a autonomia de médicos, por exemplo.

Existem vários outros problemas afetam o sistema de saúde. Faz tempo que escolas de Medicina são abertas de forma indiscriminada, apenas para saciar a sede de lucro de empresários da educação. Eles cobram uma fortuna de mensalidade, oferecem formação inadequada e diplomam profissionais com capacitação insuficiente. Essas faculdades são um crime contra aqueles que sonham em ser médico e também contra a população.

Enfim, devemos exigir que os candidatos se posicionem claramente sobre essas questões e muitas outras que influenciam nosso dia-a-dia. Para que nosso voto seja o mais consciente possível, proponho que, desde já, comecemos a examinar quais dos homens públicos que elegemos nos últimos tempos cumpriram, de fato, suas propostas de campanha.

Se tivermos o critério objetivo de só votar em quem for realmente fiel com a sociedade, em breve poderemos mudar a cara do Brasil.

O autor, Isac Jorge Filho, é presidente do Conselho regional de Medicina do Estado de São Paulo

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