Brasília - No encontro com 15 brasileiros na manhã de ontem, Bush, deixou uma boa impressão. A conversa foi solta e abordou assuntos como a economia mundial e diferenças entre Brasil e EUA. Bush conseguiu superar a imagem de arrogante e dominador, surpreendendo a restrita platéia. “Me chamou a atenção sua simpatia e leveza, pois para muita gente ele é uma pessoa de má índole”, comentou a professora Tânia Manzur, da Universidade Católica de Brasília, que participou do encontro de uma hora, organizado pela embaixada americana.
Bush abriu o encontro dizendo que não faria uma palestra, mas um teria bate-papo com os brasileiros de 22 a 38 anos de idade. Ele não economizou tempo nas respostas e fez questão de chamar pelo nome os sete dos 15 participantes escalados para as perguntas. Coube à secretária de Estado, Condollezza Rice, dar maiores explicações sobre a possibilidade de os EUA criarem programas de intercâmbio cultural para receber professores de inglês da rede pública do Brasil.
O que mais chamou a atenção do grupo foi a “sinceridade” de Bush ao abordar temas polêmicos, como a invasão do Iraque, a criação da Área de Livre e Comércio das Américas (Alca) e a política de subsídios agrícolas. Segundo Tânia Manzur, Bush disse ser pautado por suas convicções e pelo que percebe como interesse nacional. E acrescentou que não toma decisões com base em pesquisas de opinião pública.