Estudantes de arquitetura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru protestaram contra o Exame Nacional de Estudantes (Enade), avaliação do ensino superior feito pelo Ministério da Educação (MEC) ontem em todo o Brasil. Em frente ao colégio Interativo, um dos locais da prova em Bauru, representantes da Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (Fenea) afixaram uma faixa de protesto, distribuíram panfletos e uma carta explicando o boicote.
A orientação da entidade era para que os alunos do curso entregassem a prova em branco e anexassem a ela uma carta explicando os motivos da manifestação. Segundo Hugo Serra, diretor da entidade em Bauru, 90 alunos do curso iriam fazer a prova e a maioria aderiu ao protesto. “Esse exame desconsidera as particularidades de cada currículo e de cada região, não contempla a complexidade de cada faculdade e não orienta os candidatos sobre o perfil dos cursos e das universidades”, critica.
Ele informa que além dos estudantes do curso de arquitetura, os de psicologia também receberam orientação de sua representação nacional para boicotar o exame. No Colégio Preve, outro local onde o exame foi aplicado, não houve manifestação, mas segundo um dos alunos que fez o teste muitos entregaram a prova logo após assinar a presença.
Em todo o País, mais de 344 mil estudantes foram convocados pelo MEC para fazer o Enade, dos quais 1.571 em Bauru. Neste ano, foram testados os conhecimentos dos alunos dos cursos de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia (sete áreas), filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química.
O Enade é realizado por amostragem e é obrigatório para os estudantes convocados. O teste é aplicado a alunos iniciantes e concluintes dos cursos selecionados, que mudam a cada ano. O objetivo, informa o MEC, é avaliar todos os cursos da educação superior.