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Geraldo Alckmin faz discurso de candidato na Baixada Fluminense

Folhapress
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Rio - No dia de seu aniversário, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez discurso ontem à noite de candidato a presidente da República, mas cometeu uma gafe durante solenidade em São João do Meriti, município da Baixada Fluminense a 35 quilômetros do Rio.

“Se o destino me der a oportunidade de trabalho pelo Brasil, vou arregaçar a manga, pisar no acelerador, para que a gente possa aqui na Baixada Santista, essa colméia de trabalho e desenvolvimento no país, dar um grande salto de qualidade”, discursou Alckmin, mencionando a região paulista em vez de Baixada Fluminense.

O governador, que completou ontem 53 anos, não percebeu seu lapso nem foi corrigido pelos presentes à solenidade em que o tucano foi agraciado com a medalha de honra ao mérito da Câmara Municipal de São João do Meriti. Alckmin evitou falar diretamente em seu projeto de disputar a Presidência da República.

“Política é destino. Não devemos nunca nos preocupar muito com o dia de hoje, porque senão não se vive o dia de ontem. O futuro a Deus pertence. Somos instrumentos do povo. Governo não é batalha para tomar o poder, é instrumento para servir ao povo”, afirmou Alckmin.

O tucano disse que não é hora de discutir o impeachment do presidente Lula.

“Não colocaria isso neste momento. Porque desvia o foco, ao ficar discutindo se é impeachment ou não é impeachment. Muito mais importante é o foco na investigação para buscar a verdade e poder esclarecer a opinião pública.”

Segundo o governador, as investigações estão derrubando os argumentos do PT sobre empréstimos de Marcos Valério. “A CPI já comprovou que uma parte desses recursos não tinha nada de empréstimo. Caiu por terra a defesa. (O dinheiro) indiretamente sai de recursos públicos, de serviços não prestados. Então é grave”, afirmou. Alckmin defendeu a prorrogação da CPI até abril do ano que vem.

“Não se pode parar a investigação. Pára a hora que concluir. A hora que entender que não há mais fatos a serem investigados. Não é isso que os últimos fatos estão mostrando.”

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