Após seis horas e 30 minutos de júri popular, Marco Aurélio Gonçalves, 35 anos, foi condenado, ontem, a 16 anos por homicídio duplamente qualificado. De acordo com o promotor João Henrique Ferreira, o homicídio qualificado implica em agravamento da pena. No caso de Gonçalves, as qualificações foram por motivo fútil e dificuldade de defesa da vítima. “O motivo fútil foi uma dívida de cigarro, e a dificuldade de defesa porque a vítima foi abordada por quatro homens”, explica o promotor.
O crime aconteceu no dia 23 de abril de 1999, dentro de uma das celas da Penitenciária 2 de Bauru. Na ocasião, o detento José Ronaldo Telles foi morto com cerca de 10 punhaladas na região do abdome e nos braços.
Segundo o promotor, apenas Gonçalves foi julgado pelo crime porque dois dos homens que participaram do homicídio já morreram e o outro foi afastado por não haver provas suficientes para julgá-lo. Gonçalves, que está preso desde antes do crime na penitenciária 2, continua no presídio para cumprir pena em regime fechado. O julgamento cabe recurso.