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Zôo de Bauru doa jaguatiricas para os EUA

Da Redação
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Dois filhotes de jaguatirica nascidos no Zoológico de Bauru vão mudar de “casa” e de país. Os animais – duas fêmeas – foram doados aos Estados Unidos (EUA) e serão transportados hoje pela Polícia Ambiental de Bauru até Jundiaí, onde ficarão de quarentena, para posterior embarque. A doação faz parte de um plano de manejo internacional que visa recuperar geneticamente a população da espécie que ainda vive nos EUA.

A informação é da assessoria de imprensa da prefeitura. Com a doação das jaguatiricas, o Zoológico de Bauru irá colaborar para a preservação da fauna silvestre em cativeiro. Nos últimos anos, o zôo de Bauru tem conseguido com sucesso a reprodução da espécie em cativeiro, tendo inclusive no momento um grupo de excedentes formado por um filhote macho nascido em 2004 e duas fêmeas nascidas neste ano.

A direção do zôo foi procurada pela Associação Mata Ciliar, uma Organização Não-Governamental que trabalha basicamente com o estudo dos felinos brasileiros visando integrar um plano de manejo internacional. O trabalho será realizado em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários Americanos, que formará novas colônias da espécie em dez zoológicos daquele país, para posterior re-introdução dos seus descendentes na natureza.

O cerrado no entorno de Bauru é habitat da jaguatirica, que já está na lista oficial de animais brasileiros em extinção. Após aprovação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) através do Centro Nacional de Predadores (Cenape), órgão especializado em animais carnívoros, tanto em vida livre quanto em cativeiro, os dois filhotes fêmeas da espécie do zôo de Bauru seguirão para os EUA.

Esta não é a primeira vez que o parque colabora com organismos nacionais e internacionais que trabalham com a preservação de espécies em cativeiro. Em 1995, três filhotes de mico-leão-dourado nascidos no parque também tiveram os EUA como destino, então com a finalidade de formação de novas colônias no Zoológico de Nova York, conforme havia sido determinado no plano de manejo internacional da espécie.

Segundo Luiz Pires, diretor do zôo, ações como esta é que vão permitir às gerações futuras o conhecimento das espécies da fauna brasileira. “Infelizmente o homem vem destruindo muito rapidamente os habitats naturais de nossos animais selvagens. Se não garantirmos a sua sobrevivência em cativeiro, dentro de pouco tempo somente vamos conhecê-los através de fotografias, filmes ou em museus”, diz.

Atualmente, o Zôo de Bauru participa de planos de manejo de diversas outras espécies, como a ararajuba, arara azul , mico-leão-preto, mico-leão-de-cara-dourada, lobo-guará, todos eles procurando o conhecimento e a preservação destas espécies. O zôo tem 860 animais, de 267 espécies.

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