Cinco horas de trabalho foram necessárias para recuperar cerca de 18 mil litros de álcool de um caminhão-tanque que tombou ontem à tarde, no quilômetro 359 da rodovia Marechal Rondon, sentido Tibiriçá-Bauru. Outros 13 mil litros vazaram numa área situada a um quilômetro de um afluente do rio Água Parada. Os riscos de contaminação e de explosão, mesmo remotos, levaram quase 50 homens até o local.
Entre policiamento urbano, rodoviário e os bombeiros, o efetivo da Polícia Militar chegou a 25 pessoas. Elas trabalharam com o apoio da Defesa Civil e de técnicos da Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb). A Polícia Científica esteve no local assim como um caminhão-pipa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e representantes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).
O transbordo foi realizado pela Flag, que levaria o álcool até uma destilaria de Piracicaba. Meia pista da rodovia ficou interditada até que o trabalho fosse realizado.
“A carga estava hermeticamente fechada. Quando abriram a escotilha (para fazer o transbordo), o ar entrou e o vazamento aumentou. Tivemos que aumentar a contenção”, explica Luiz Carlos Ferreira dos Santos, comandante do 1º Pelotão da 1ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária.
Um trator esteve no local para fazer uma espécie de dique para conter o álcool, que vazava numa área além do acostamento. “É volátil e evapora. O que não evapora vai para o solo. É orgânico. O risco de contaminação é mínimo”, explica o técnico da Cetesb, Francisco de Lima. A possibilidade de explosão também não era grande, informa o tenente do Corpo de Bombeiros, Glaucio Calfachio.
“Em toda ocorrência envolvendo líquido inflamável pode ocorrer incêndio, mas o risco de explosão é pequeno”, reitera. Por precaução, a segurança foi feita com extintores e linha de espuma. A possibilidade, no entanto, preocupou o motorista do caminhão-tanque Ivonilson Souza Santana, 34 anos. Com um pequeno corte superficial na cabeça e outro testa, saiu “correndo” do veículo, após o acidente.
“Fiquei com medo. Estava meio atordoado. Não sabia bem o que fazer. Eu vinha na pista da direita quanto um carro bordô me fechou. Tentei segurar, mas não deu”, conta. A roda dianteira bateu na canaleta e o veículo tombou. A carga, carregada em Penápolis, seguiria para Piracicaba. Tanto o tanque (placa CNI 3325) quanto o caminhão (BUY 5623) são de Iracemápolis.