Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,75% em outubro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o índice, que baliza as metas de inflação definidas pelo Banco Central (BC), havia mostrado alta bem menor, de 0,35%. O resultado de outubro representa, na verdade, a maior inflação desde abril (0,87%) e ficou bem acima das expectativas dos analistas, de 0,56%, segundo o último Relatório de Mercado organizado pelo BC.
Nos dez primeiros meses deste ano, o IPCA acumula alta de 4,73%, um resultado bastante próximo da meta fixada pelo BC, de 5,1%. Por outro lado, o índice observados nos dez primeiros meses do ano passado era maior, de 5,95% O principal impacto sobre a inflação de outubro veio da gasolina, que ficou em 4,17% em outubro ainda devido ao reajuste de 10% praticado pela Petrobras em setembro. Segundo o IBGE, no mês anterior apenas uma parcela do reajuste havia sido captado pelo IPCA.
Outros produtos pressionaram a inflação de outubro, como álcool combustível (10,48%), passagens aéreas (11,06%), ônibus urbanos (1,10%) e automóveis usados (1,12%). Já os alimentos interromperam a trajetória de queda observada nos quatro meses anteriores e mostraram alta de 0,27%. A carne teve alta significativa de 4,20% devido à redução da oferta com a descoberta de focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e as suspeitas no Paraná. Também tiveram altas significativas frango (3,90%), tomate (5,82%) e açúcar cristal (1,54%).
Regiões
Entre as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, as taxas mais altas ocorreram em Salvador (1,26%) e Goiânia (1,08%). A menor taxa foi registrada no Rio de Janeiro, de 0,34%. Em São Paulo, a inflação foi de 0,92%. O IPCA mede a variação dos preços no varejo e se refere a famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos e abrange Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.