Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,16% na primeira medição de novembro. Em igual período do mês anterior, o índice havia apurado alta de 0,25%.
Passado a maior parte do efeito do reajuste de preços autorizado pela Petrobras em setembro, os combustíveis foram os principais responsáveis pela perda de fôlego da inflação no atacado. Ela passou de 0,25% na primeira prévia de outubro para 0,13% na primeira parcial de novembro. Apesar disso, combustíveis que acompanham a variação do petróleo no mercado internacional continuaram entre as maiores pressões no atacado, como querosene para motores e diesel, acompanhados de produtos como bovinos e café.
Os bens finais (produtos acabados) passaram de 0,22% para -0,36% no período, auxiliados pela desaceleração dos combustíveis para consumo, que tiveram sua taxa reduzida de 3,75% para -2,04% na primeira prévia de novembro. Movimento similar ocorreu nos preços dos bens intermediários (insumos industriais). Eles passaram de 0,88% para 0,22% em razão da desaceleração dos combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 3,88% para 1,78%. Os produtos agrícolas, no entanto, voltaram a pressionar os preços na primeira parcial de novembro.
As matérias-primas brutas registraram alta de 0,61% ante uma taxa negativa de 0,97% na primeira parcial de outubro. Os produtos que mais contribuíram para a aceleração foram bovinos (0,19% para 5,16%), café em coco (-5,88% para 8,43%) e leite “in natura” (-5,34% para -1,07%). A pressão foi compensada em parte pelo recuo nos preços da mandioca, do milho e dos suínos.
A inflação no varejo recuou de 0,29% para 0,22% na primeira parcial de novembro. Os fatores que contribuíram para atenuar a inflação ao consumidor foram os recuos nos preços da gasolina e da taxa de água e esgoto. O combustível passou de 6,77% para 1,76%. A taxa de água registrou alta de 0,10%, ante variação de 1,40% no mês anterior.
Os custos na construção civil passaram de 0,22% para 0,17% em novembro. A desaceleração foi motivada pelo recuo do item mão-de-obra. No ano, o IGP-M acumula alta de 0,97% e nos últimos 12 meses, de 1,71%. Os preços foram coletados entre os dias 21 de outubro e 30 de novembro.