O horário, às 17h, pico do trânsito, e o local, cruzamento do Calçadão com a rua Agenor Meira, foram escolhidos pelo Corpo de Bombeiros para simulação do socorro de uma vítima de atropelamento justamente por serem elementos dificultadores. Mas, mesmo assim, a equipe de resgate chegou ao local da simulação do acidente em 1 minuto e 50 segundos após receber a chamada.
A simulação envolveu todas as medidas necessárias em socorro de uma vítima de atropelamento, desde o desvio do trânsito no local. Com a cena preparada, incluindo uma pessoa simulando ter quebrado as pernas ao ser atropelada, os bombeiros iniciaram o socorro. “Desviamos o trânsito e fizemos a estabilização da vítima, a imobilização e depois a condução”, conta o sargento José Luís Sotero de Castro, que participou da simulação.
Ele explica que a simulação visa aperfeiçoar os treinamentos que os bombeiros fazem diariamente. A decisão por simular um atendimento à vítima de atropelamento com membros quebrados foi pelo fato desta semana os bombeiros estarem aperfeiçoando os atendimentos relacionados a trauma.
Super-simulado
O Comitê Gestor do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) participou de reuniu ontem na Base de Patrulhamento Aéreo para discutir detalhes do simulado que será realizado no dia 11 de dezembro. A simulação será de uma catástrofe, que envolve múltiplas vítimas.
A proposta é juntar pela primeira vez, no mesmo treinamento, todos os segmentos que podem ser acionados em situação de desastre, desde o atendimento no local, com polícia, Samu, Corpo de Bombeiros, equipes de transporte, até a assistência das unidades de urgência e emergência, como Pronto-Socorro Central, e vazão dos pacientes com internações em leitos comuns, UTIs, centros cirúrgicos das unidades hospitalares como Hospital Estadual, Hospital de Base, Unimed e até mesmo o Instituto Médico Legal (IML).
O simulado vai retratar um acidente que envolve um ônibus e um trem, ou um ônibus com um caminhão, possivelmente em uma alça de rodovia, com 20 a 25 vítimas.
O acidente vai retratar o atendimento de vítimas em ferragens, princípio de incêndio, comando de operações no local, áreas de atendimento médico no local com a classificação de vítimas por cores (gravíssimas, graves, sem gravidade e fatais ou sem chances de sobrevivência). Daí, todo o processo até a chegada e atendimento no PS e hospitais. A população será alertada até mesmo para ser orientada a evitar transitar pelo local, como medida preventiva de segurança.