Botucatu - Os dois principais suspeitos da morte do segurança Rogério Lopes, 28 anos, foram presos no início da noite de anteontem, em Jardinópolis, na região de Ribeirão Preto. Eles foram apresentados ontem à tarde ao delegado seccional de Botucatu, Sergio Castanheira, que investiga o assassinato.
Lopes foi morto na madrugada do sábado passado com 14 tiros. Ele trabalhava em uma danceteria, na Praça Emílio Pedutti, no Centro de Botucatu.
Uilian Nogueira, 25 anos, e Renato de Souza Lopes, 23 anos, foram presos em um matagal durante uma operação policial que envolveu a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu e Ribeirão Preto, a Delegacia de Jardinópolis e a Polícia Militar de Jardinópolis e Ribeirão Preto. Ao se verem cercados, ambos decidiram se entregar.
Outras duas pessoas que supostamente preparavam a fuga dos dois acusados também foram detidas e encaminhadas para Botucatu. Fernando Rodrigues Marques, 22 anos, e Anderson Correa de Aguiar, 21 anos, permanecerão presos até o fim das investigações, segundo informou o delegado seccional.
Caso fique comprovada a colaboração deles na tentativa de facilitar a fuga dos principais acusados, ambos poderão responder por formação de quadrilha, cuja pena varia de dois a seis anos de prisão. Nogueira e Lopes responderão pelo mesmo crime e também por homicídio qualificado, cuja pena prevista varia de 12 a 30 anos de detenção.
Outras duas pessoas já haviam sido presas na terça-feira passada e também devem responder por formação de quadrilha. O delegado não descarta a possibilidade de novas prisões.
Tanto Nogueira quanto Lopes são fugitivos da cadeia de Santa Rosa do Viterbo, onde estavam presos por roubo e tentativa de homicídio. Ambos teriam furtado inclusive uma viatura da Polícia Civil, que foi encontrada mais tarde abandonada em uma estrada na região de Serrana.
De acordo com declaração dos acusados à polícia de Ribeirão Preto, o assassinato do segurança teria ocorrido por causa de um desentendimento entre eles dentro da danceteria. Eles alegam terem sido agredidos pelo segurança. Por isso, deixaram o local e foram buscar as armas com as quais mataram Rogério Lopes.
O delegado Castanheira disse que chegou até os acusados por meio de monitoramento. Ele contou que as imagens que foram gravadas pelo circuito externo de TV e que flagraram a chegada dos autores dos disparos e, conseqüentemente, a morte do segurança, foram mandadas para delegacias de todo o Estado.
Um dos envolvidos foi identificado pela polícia de Limeira. A DIG de Botucatu mandou uma equipe para lá e os trabalhos de investigação culminaram com a prisão dos dois principais acusados, anteontem.
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Audiência pública
No próximo dia 29, a Câmara Municipal de Botucatu realizará uma audiência pública para discutir a questão da segurança nas casas noturnas da cidade.
Estarão na pauta de discussão a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade e a promoção de eventos por empresas de bebidas e limitação do horário de funcionamento de bares e lanchonetes. As denúncias de agressão por parte dos seguranças das casas noturnas também serão colocadas em debate.
Devem estar presentes proprietários de bares, lanchonetes e casas noturnas, diretores de escolas, representantes do Poder Judiciário, do Executivo e da polícia, além das empresas promotoras de eventos.
“A segurança pública é um dos principais temas da atualidade e, considerando a violência e abusos que têm ocorrido recentemente no município, é de extrema importância que autoridades, especialistas e população em geral discutam o tema para tentar melhorar a segurança nas noites de Botucatu”, disse o vereador Antonio Caldas (PC do B), um dos idealizadores da audiência pública, ao site de notícias “Entrelinhas”. A audiência será as 19h30, no plenário da Câmara.