Desde sua chegada ao mercado nacional, o EcoSport tornou-se um dos sonhos de consumo para quem apreciava o espaço, tamanho, aparência e desempenho dos utilitários esportivos e não queria pagar preço elevado, uma das características dos veículos desse segmento. A receita da Ford de unir essas qualidades em um modelo com valor mais acessível deu certo e a prova disso é que a “Eco” é uma das campeãs de vendas da montadora no País.
E o veículo tem tudo para continuar repetindo esse desempenho no último bimestre e nos próximos anos, principalmente após por ter recebido, em 2005, a motorização bicombustível, a nova “febre” do mercado nacional e, atualmente, um dos “mandamentos” para garantir que os automóveis deslanchem nas comercializações.
E foi justamente o modelo equipado com a tecnologia flexível que o AutoMercado & Cia testou pelas ruas bauruenses e estradas durante 15 dias, período suficiente para lançar o veredito: a “Eco” Flex é um carro com desempenho dinâmico correto, que agrada quem procura por bons níveis de espaço interno e agilidade de motorização.
Ao volante, o veículo não decepciona. Sua aparência “grandona” impõe-se no trânsito do dia-a-dia sem exigir esforço do motorista, graças ao bom desempenho nas respostas de aceleração do motor bicombustível, principalmente na faixa entre 2500 rpm e 4 mil rpm, as rotações mais utilizadas no tráfego urbano. Ainda em ambiente citadino, a “Eco”, como um digno utilitário-esportivo, supera com facilidade as irregularidades do piso - leia-se buracos, depressões, remendos de asfalto e valetas -, sem transmitir solavancos em demasia para o habitáculo. Ponto positivo para o ótimo acerto da regulagem de suspensão.
Já na estrada, a “Eco” mostrou que também não deve nada aos utilitários-esportivos com preços mais “salgados”. A força do motor 1.6 flex é garantia de retomadas de velocidade em tempos aceitáveis e de ultrapassagens sem sustos. Ela só perdeu seu “fôlego” em subidas mais íngremes, mas por dois motivos aceitáveis: estava com a lotação máxima de passageiros - cinco - e com o ar-condicionado ligado todo o tempo, fatores que também influenciaram diretamente no consumo, ficando em uma média abaixo - cerca de 10 quilômetros/litro - dos 12,1 km/l divulgados oficialmente pela montadora quando se roda 100% a álcool na rodovia.
Na “vida” interior, destaque para a posição de dirigir e comandos acessíveis, além do espaço razoável aos ocupantes e, principalmente, no porta-malas. A versão 1.6 Flex - a única a oferecer motor bicombustível - dispõe de três níveis de acabamento: XL, XLS e XLT, todas com ar-condicionado e direção hidráulica de série. A versão XLS traz, adicionalmente, trio elétrico, travamento automático das portas a 15 km/h, faróis de neblina, pára-choques na cor preta metálica, bagageiro com barras transversais, moldura lateral e luz de leitura traseira.
A XLT oferece, ainda, itens pintados na cor do veículo (pára-choques, moldura lateral e espelho retrovisor), rodas de liga leve, pára-brisa degradê e console no teto com luz de leitura integrada. Como opcionais, além de freios ABS, disponibiliza volante revestidos em couro, alarme antifurto, vidros elétricos dianteiros e traseiros com acionamento a um toque e sistema antiesmagamento e bolsas infláveis para motorista e passageiro.
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Ficha Técnica
EcoSport Flex
• Motor: 1.6 bicombustível
• Potência (cv): 111 (álc.)/105 (gas.)
• Torque máximo: 4.250 rpm
• 0-100 (s): 13,1(álc.)/13,6 (gas.)
• Vel. Máx. (km/h): 167 (álc.)/162 (gas.)
• Consumo cidade: 7,9 (álc.)/ 9,8 (gas.)
• Consumo estrada: 12,1 (álc.)/15,1 (gas.)
• Rodas: aro 15
• Pneus: 205/65 R15
• Direção: hidráulica
• Comprimento (mm): 4.228
• Largura (mm): 1.734 (1.980 c/ espelhos)
• Altura (mm): 1.622 (1.679 com bagageiro)
• Entreeixos (mm): 2.490
• Porta-malas (litros): 292/712 (rebatido)
• Tanque (litros): 45
• Preço inicial (R$): 47.690,00