Após o acidente ocasionado pela quebra do terminal de direção de seu veículo, o vendedor bauruense Sulaiman Aziz chegou a pensar na possibilidade do problema ter sido na barra de direção. “Assustei quando o mecânico falou que era algo ligado à barra e fiquei mais espantado após ele comentar que tinha vida útil”, relembra.
A preocupação de Aziz não procede. Segundo o instrutor automotivo Reinaldo Genovez, do Senai/Bauru, em condições normais de utilização o componente dificilmente quebrará. “A barra é maciça e feita de material muito resistente. Além disso, não existe quilometragem mínima ou máxima para sua utilização”, explica.
No entanto, Genovez enfatiza que a estrutura e a rigidez da barra de direção podem alterar-se diante da ação constante de pancadas muito fortes. “Podem surgir trincas ou deformações que não emitem barulhos nem transmitem vibrações ao volante”, diz.
Por essa razão, acrescenta o instrutor, é imprescindível checar periodicamente a peça. “Caso esses danos sejam constatados, o que pode ser conseguido em inspeções visuais durante as revisões, é fundamental que a barra seja substituída. Ela nunca, em hipótese alguma, deve ser soldada ou desamassada”, alerta Genovez.