Em sua excursão pela Bolívia em 1962, o Noroeste, tanto quanto no gramado, foi bem também na boate. Nos campos faturou todas, o que lhe valeu a conquista do único título internacional que possui. Na única boate então existente em Santa Cruz de La Sierra, também botou para quebrar.
É que o pessoal de lá só curtia o “Churrasquinho de Mãe”, do Teixeirinha, e quando viu nossos rapazes tocando um samba redondinho e fazendo uma batucada bem brasileira, endoidou de vez e passou a exigir que as apresentações acontecessem todas as noites. As rodas de samba passaram a ser a maior atração da casa com os bons de ritmo botando para quebrar.”
Logo no primeiro dia de “domínio” da boate, um dos nossos chamou o garçom de “frescon”. O cara atendeu com muita presteza e a partir daí todos eram assim chamados e atendiam com muita atenção. Uma noite, garçom novo no pedaço, logo chamado de “frescon”, atendeu com um sorriso nos lábios, retrucando em seguida:
- Manera aí, moçada. Não sou frescon, não. Sou brasileiro de Vila Falcão...
Fonte: “Onze Camisas Futebol Clube” de José Carlos Galvão de Moura, encaminhada por Antonio Pedroso Júnior