Amigo leitor, gostaria de manifestar nesta coluna minha indignação para com a qualidade do ensino público estadual. Tenho um filho de 10 anos, matriculado numa escola estadual (não vou citar o nome da escola), e tenho vergonha do ensino ministrado. Por dois anos consecutivos ocorreu o inusitado fato de aposentadoria no meio do ano letivo. Mas isso é até irrelevante quando discutimos a qualidade do ensino aplicado. Funciona mais ou menos assim: o aluno faz de conta que aprende, o professor faz de conta que ensina, e a escola (diretoria) faz de conta que fiscaliza.
Sei que o professor não é valorizado em nosso país, porém, gostaria de indagar aos mestres e ao sindicato: quanto realmente ganha um professor estadual. Quanto realmente ganha um professor particular. Será que a diferença salarial é assim tão grande? Ou o professor estadual se esconde no manto sagrado do concurso público. Já faz tempo que não temos greves no ensino público estadual, então por que não greve por melhores condições didáticas e por melhor qualidade no ensino. Ou greve é somente para melhores salários.
Gostaria de fazer o seguinte desafio: fazer uma bateria de testes com os 20 melhores alunos da rede pública estadual e com 20 melhores alunos da rede particular (Preve, Liceu, Interativo, Fênix, La Salle, etc etc). Você, leitor, iria comprovar a mediocridade do ensino público estadual.
Durante o ano, conto nos dedos as vezes em que meu filho teve tarefas para fazer. Conto nos dedos os trabalhos que teve para fazer.
E isso, amigo leitor, porque estamos no Estado mais rico da nação, que mais arrecada e que mais dinheiro tem em caixa. Realmente, como contribuinte, pai e cidadão, sinto vergonha do ensino público no Estado de São Paulo.
Certo está o sr. Lula em dar cotas aos negros e pobres na universidade, pois quem sabe assim, num futuro teremos uma sociedade mais justa.
PS - Sr. Coaracy (amigo do PSDB), matricule um filho ou neto seu numa escola estadual.
Fábio Luiz Andrade - RG 13.908.835