Regional

Macatuba: uma “ilha” entre canaviais

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Macatuba - A primeira imagem que fica ao visitante de Macatuba (46 quilômetros de Bauru) é de que o município é movido exclusivamente pela riqueza proveniente da agroindústria sucroalcooleira. O empresário do setor canavieiro e representante da Tecnocana Paulo Roberto Artioli explica que gera 550 empregos diretos na safra da cana-de-açúcar. A colheita vai de maio a novembro e este ano o corte iniciou-se em abril encerrando em meados de outubro.

“A principal fonte de renda de Macatuba é a cana. Cerca de 90% da cidade depende do produto. Hoje o que emprega aqui é a cana-de-acúcar”, destaca.

Artioli explica que as empresas Zillo Lorenzetti, proprietárias das Usinas São José (Macatuba) e Barra Grande (Lençóis Paulista), concentram sua atuação na moagem do produto, produzido por vários parceiros fornecedores (franqueados). A Tecnocana é um dos maiores parceiros fornecedores hoje , entregando anualmente 530 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra. “Tem vários parceiros de 200 mil (toneladas), de 300 mil”, contextualiza. Conforme Artioli, a Tecnocana entrega atualmente mais de 2,8 mil toneladas de cana diariamente somente na Usina São José, que mói 21,5 mil toneladas por dia.

A hegemonia da indústria sucroalcooleira se materializa na imensidão de lavouras de cana-de-açúcar ao largo da rodovia Osni Mateus (SP-261), principal ligação até a área urbana, e por toda a extensão da estrada vicinal Lauro Peraçoli, que interliga o município a Igaraçu do Tietê. Para não deixar dúvidas do poderio econômico das fábricas de açúcar e álcool, a paisagem se completa com o vaivém de treminhões carregados de cana, da lavoura à usina.

A zona urbana de Macatuba está no meio de canaviais. Contudo, o ritmo da economia macatubense vem abrindo novas frentes de trabalho com empregos típicos da zona urbana industrializada. Em expansão, a indústria têxtil movimenta o mercado de trabalho evitando que o município fique exclusivamente dependente dos postos de trabalho criados pela indústria sucroalcooleira. Já é possível vislumbrar um futuro em que a imagem primeira do município não esteja somente atrelada às plantações de cana. O chefe de gabinete da prefeitura José Aurélio Paschoal avalia como positivo Macatuba deixar de ser dependente da monocultura da cana-de-açúcar. “Não será um apogeu de uma hora par outra. É crescendo com cautela e dentro de limite. É importante frisar que não é construindo casa popular que se cresce”, avalia.

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Mais dinheiro

A projeção da administração é de que o orçamento do município cresça mais de R$ 2 milhões, passando de R$ 17.800,00 deste ano para R$ 19.810,00 em 2006. Paschoal avalia que o crescimento reflete a maior participação da cidade no repasse de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), proveniente do que é arrecadado pela Usina São José e outras empresas instaladas.

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