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Entidades temem ‘novo Carandiru’ na sede da Penitenciária de Santana

Por Alceu Luís Castilho | Correspondente do JC em Brasília
| Tempo de leitura: 1 min

Símbolo da falta de condições do sistema penitenciário feminino em São Paulo, o Cadeião de Pinheiros deve ser desativado assim que for inaugurada em dezembro, a Penitenciária de Santana. Com capacidade para 2.600 detentas, ela é criticada pelos defensores dos direitos das presidiárias, já que uma resolução do Conselho Penitenciário recomenda a oferta de no máximo 400 vagas nos presídios femininos.

“Trata-se de mais um Carandiru, só que feminino”, considera a advogada Sônia Drigo, do Instituto Trabalho, Terra e Cidadania. Como se não bastasse o aumento da dificuldade para educação e ressocialização, outros ativistas dos direitos das presas apontam ainda o aumento dos riscos, por conta por exemplo da ligação de algumas delas com as facções do crime organizado.

Segundo Heidi Cerneka, da Pastoral Carcerária, a penitenciária, que recebeu reforma para receber as presas, terá três pavilhões, o que possibilita um certo controle das facções.

A situação das presas em São Paulo motivou a realização de uma audiência pública na Câmara, em Brasília, a pedido do deputado Luiz Eduardo Greenhalg (PT-SP). Convidada para falar em nome do governo estadual, a diretora do Centro de Serviço Social da Secretaria de Administração Penitenciária, Fátima França, disse que não falava em nome da secretaria, mas afirmou que comparar Santana ao Carandiru é “um contra-senso”.

A secretaria não informou de onde sairão as outras detentas do sistema que irão para Santana. Aquelas que estão em cadeias públicas superlotadas estão entre as candidatas.

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