Reafirmar a tendência de consumo de produtos light e diet pode parecer cansativo, mas para muitas panificadoras ainda é inviável investir na fabricação própria dessas linhas. Quatro representantes do segmento reiteraram a dificuldade ao JC. Entre eles, Luiz Antônio Zômpero.
“É caro e a linha de produtos têm prazo de validade muito curto. Não tem conservante. Mesmo acondicionando na geladeira, embolora. Além disso, minha padaria está situada num bairro antigo, onde o poder aquisitivo não é tão alto”, explica. Já a localização do estabelecimento de Alexandre Módolo favorece as vendas dos light e diet.
Situado próximo a hospitais, é freqüentado por consumidores de poder aquisitivo mais alto. “Temos uma linha de fibras, mas a idéia é estender. Ainda não temos doce, mas a procura é grande. Os produtos (para fabricação para o segmento) melhoraram muito (o paladar). A idéia é fazer uma vitrine só para diabéticos”, informa. No entanto, Módolo admite que os produtos são, em média, 250% mais caros que os convencionais.
Mas para a empresa que fornece produtos às panificadoras e promoveu a demonstração em Bauru, o valor cobrado no caixa deve ser preterido frente à qualidade de vida. Ressalta que dispõe de linhas profissionais e para o varejo. Todos eles são light e sem adição de açúcar. A informação foi destacada por causa da diferença entre light e diet.
A nutricionista Cristiane Yamane explica que os diet são alimentos adequados para utilização em dietas diferenciadas ou opcionais, normalmente com restrição do nutriente que não pode ou não quer ser ingerido. Neste caso, o produto deve ser 100% livre de açúcar (ou gordura ou proteína ou glúten).
“São light os alimentos cujo o valor energético (calorias) ou conteúdo de algum nutriente (açúcares, gorduras, etc) é baixo ou reduzido em pelo menos 25%, quando comparado ao produto na sua composição normal”, conclui.