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Alunos do CTI doam projetos de inclusão digital a entidades

Da Redação
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Os alunos de informática do Colégio Técnico Industrial (CTI) Isaac Portal Roldán, mantido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), verão os projetos que fizeram para conclusão do curso funcionando em entidades de Bauru. Eles doaram os trabalhos para entidades assistenciais.

Segundo o coordenador de estágio do curso de informática, dos 15 projetos elaborados pelos alunos, cinco foram feitos sob encomenda para as instituições. A parceria entre o CTI e as entidades é uma iniciativa dos professores do curso de informática, que iniciou em 2002. “Já que o colégio é ligado à Unesp, uma entidade pública, resolvemos então retornar algo para a comunidade”, conta Celso Massaru Kawashima.

O vice-diretor do CTI, Carlos Augusto Magalhães, destaca a importância dos projetos dos alunos para a inclusão digital em entidades sociais. “A maioria dos grupos desenvolve, como trabalhos de conclusão de curso, projetos para creches e Apaes (Associação dos Pais e Amigos de Excepcionais)”, afirma.

Os irmãos Vinicius, 20 anos, e Lucas Nunes Diogo, 17 anos, com mais quatro colegas, desenvolveram como trabalho de conclusão do curso a informatização da Casa da Criança da Instituição Beneficente Cristã. O projeto é um site e um banco de dados para contabilizar o fluxo de crianças que entram e saem da entidade (www.casada criancapaiva.cjb.net).

Segundo Vinicius, a idéia do projeto surgiu quando seu grupo soube, através da mídia, das dificuldades que a entidade enfrentava. Por isso, decidiram fazer o projeto para ajudar. “O resultado disso tudo é muito gratificante. Quando se vai na instituição e conhece as crianças, você vê que elas são carentes, mas sempre têm um sorriso pra você”, lembra.

“Este era um projeto antigo, e que por falta de recursos, era muito difícil concretizar. E isso coincidiu com a ajuda dos meninos do CTI”, afirma a assistente social Giulien Martinez Martinele, também coordenadora da instituição que abriga hoje cerca de 52 crianças.

Magalhães explica ainda que a seriedade deste tipo de projeto tem feito muitos alunos estenderem a ajuda além do colégio. “Mesmo depois de se formarem, alunos nossos continuam prestando serviços. Existem creches que continuam sendo freqüentadas por alunos que se formaram há dois anos”.

Além dos cursos técnicos em informática, o CTI, uma das três unidades de ensino médio e profissionalizante da Unesp, conta também com os de eletrônica, mecânica e ensino médio.

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