Bairros

Acesso do M. Dota é o mais perigoso

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Tráfego fácil está entre as vantagens em viver numa cidade de porte médio como Bauru. Mas os moradores do Núcleo Habitacional Mary Dota e de bairros vizinhos nem sempre contam com o privilégio. Não é raro enfrentarem congestionamento ao transitar pela rotatória que serve de acesso à região e de entrada para a cidade, pela rodovia Marechal Rondon. O local é recordista em acidentes sem gravidade.

Estatísticas da Polícia Rodoviária apontam o trecho como o mais crítico dentre outros que também dão acesso a municípios. A avaliação toma como base entradas de 11 cidades referentes à área de atuação do 1.º Pelotão da 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária.

Somando todas elas, foram registrados 127 acidentes neste ano, dos quais 40 no acesso situado ao final da avenida Nuno de Assis. Ele recebe o número 342, o nome de André de Blóis Montoro e é um dispositivo de acesso da rodovia Marechal Rondon.

“Normalmente, são choques ou colisão traseira sem gravidade. Mas o número é alto. Dos 410 quilômetros de extensão de rodovia, é o dispositivo com maior índice de acidentes entre os segmentos homogêneos (rotatórias e acessos)”, explica Luiz Carlos Ferreira dos Santos, comandante do 1º Pelotão.

De acordo com ele, o problema se intensifica porque a região do Mary Dota é um pólo gerador de tráfego - onde vivem, no mínimo, 18 mil pessoas. Para se deslocar sentido Centro, elas necessariamente passam por lá, embora a avenida Nuno de Assis seja duplicada somente até o acesso.

Iniciativas

“A sinalização está boa, mas seria importante investimento na engenharia de tráfego por parte do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) ou município. Mesmo assim, já estamos falando com o Conselho Comunitário de Segurança Leste (para deslanchar campanhas)”, acrescenta o policial.

A informação foi confirmada pela presidente da entidade, Fabiana Lima. “Chamaremos o pessoal para resolver a questão. Vamos aproveitar o Plano Diretor (lei que estabelece normas de ordem pública e interesse social visando nortear o crescimento da cidade). Essa é uma das questões de acesso e segurança”, diz. Na opinião dela, uma das saídas seria a continuidade da duplicação da avenida Nuno de Assis.

A obra facilitaria o acesso aos bairros, especialmente nas datas próximas aos feriados, quando muita gente se desloca para as cidades da região e utiliza o trecho. “Nem parece que é Interior. Tem de sair de casa sempre com antecedência. Até o ônibus atrasa. Para conseguir atravessar eu chego a ficar até 15 minutos esperando (de carro). Os horários mais críticos são o das 7h50 às 8h30 e à tarde, das 17h às 19h”, informa.

Apesar do transtorno, ela não sofreu acidentes, risco pelo qual passou anteontem o motoboy Rodrigo Carrenho. “Um carro veio do acesso (da Rondon sentido Interior-Capital) e me fechou. É perigoso, não tem jeito de não prestar atenção (no trânsito)”, opina. Compartilha da avaliação o adolescente Cristian Henrique da Silva Souza. Ele conta que por pouco não foi atropelado por uma motocicleta quando transitava pelo acesso de bicicleta.

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