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SC: governo pedirá saída de Beira-Mar

Folhapress
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São Paulo - O governo de Santa Catarina pedirá hoje na Justiça a saída do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, da superintendência da Polícia Federal (PF) em Florianópolis. A Procuradoria Geral do Estado irá protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação civil pública - com pedido de liminar - solicitando a transferência de Beira-Mar de Santa Catarina.

Segundo o procurador Leandro Zanini, manter o traficante preso em um local inadequado coloca em risco a segurança de toda a população. “Ele está na avenida mais movimentada de Florianópolis e é o criminoso mais perigoso do País". A sede da PF fica em uma área nobre do município, na avenida Beira-Mar Norte, ao lado da casa do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

A ação também tem como base a descoberta da Polícia Federal de Ponta Porã (335 km de Campo Grande-MS) de um plano para resgatar o traficante. A ação deveria ser executada por criminosos da fronteira com o Paraguai, ligados ao tráfico de cocaína. De acordo com Zanini, uma tentativa de resgate ocasionaria sério risco de vida à população. “Isso pela localização do prédio e por não ser uma penitenciária de segurança máxima (...) Os caras não vêm com arminha 38. Se eles quiserem tirar, vão usar tudo o que for possível.’’

A expectativa da procuradoria é que o pedido seja apreciado em 10 ou 15 dias. Briga jurídica Já é a terceira medida judicial de um órgão de Santa Catarina desde a chegada de Beira-Mar, no dia 7 de outubro, em operação sigilosa. A briga jurídica já envolveu uma representação do município, que foi arquivada, e uma ação de Adriano Zanotto, presidente da OAB-SC, que ainda tramita na Justiça. O Ministério Público Federal se manifestou na semana passada a favor da permanência de Beira-Mar na superintendência da PF em Florianópolis.

O procurador da República Marco Aurélio Dutra Aydos diz que o ônus da custódia é da União. “Parece lógico que o Ministério da Justiça faça uso dos próprios estabelecimentos para custodiar um preso que foi “devolvido’ pelos Estados, desde que não coloque em risco a segurança da comunidade local.”

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