Política

Corregedoria apura denúncia na Oficina

Da Redação
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A Corregedoria da Secretaria de Estado da Cultura está apurando denúncia de irregularidades contra Marcelo Graziani na gestão da Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes, localizada em Bauru. O caso está sendo investigado por uma comissão formada por três funcionários públicos da Secretaria de Cultura lotados na Capital, cuja presidente é uma advogada da pasta. Graziani não retornou os recados deixados pela reportagem.

A diretora do Departamento de Formação Cultural - órgão da secretaria, Maria Bernadete Passos, confirmou a existência da denúncia, mas não deu detalhes sobre o motivo. Extra-oficialmente, comenta-se que Graziani teria instalado um estúdio de TV particular em uma das salas do prédio da Oficial Cultural que fica na rua Amazonas, no Jardim Coralina.

A formação da comissão para apurar a denúncia foi, inclusive, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Passos adiantou que a apuração está na fase final, mas não estimou prazo para divulgação do resultado. Ela ressaltou que, se for constatada irregularidade, o funcionário poderá ser desligado do cargo. “Por enquanto, ele (Marcelo) continua trabalhando sem problema algum. Se houver algum problema de fato, a pessoa é desligada do cargo”, diz Passos.

Mas, por enquanto, ela preferiu não adiantar o que a comissão já apurou. Passos ressaltou que vai falar sobre o assunto apenas quando a investigação estiver concluída. “Por enquanto, a gente não pode dizer se a pessoa fez coisa certa ou errada porque está acontecendo uma apuração. Assim que terminar, tudo será explicado. Estamos seguindo as normas da comissão”, diz. Segundo ela, o sigilo é necessário para dar isenção à apuração. O nome do denunciante também não foi divulgado.

A diretora do Departamento de Formação Cultural da Secretaria do Estado da Cultura explicou que quando o órgão recebe denúncia sobre qualquer tipo de ação abre uma apuração interna, como procedimento da Corregedoria do Estado de São Paulo. “Todas as secretarias têm a sua corregedoria. No nosso caso, foi montada uma comissão para apuração”, diz Passos.

Funcionários da Oficina Cultural procurados pela reportagem negaram-se a comentar o assunto.

Graziani assumiu a Oficina Cultural em 2001. Foi empossado pelo diretor do Departamento de Formação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, Antônio Carlos de Moraes Sartini. Assumiu o cargo prometendo democratizar a Oficina Cultural e imprimir dinamismo ao órgão com o fechamento de parcerias.

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