Geral

Pacientes questionam atendimento do Samu

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Dois boletins de ocorrência foram registrados nesta semana por pacientes que afirmam ter acionado o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e não terem sido atendidos. O médico José Roberto Berber, coordenador do Samu, diz que não tinha conhecimento das reclamações, mas garante que, se nenhuma viatura atendeu a chamada, é porque estavam empenhadas em outras ocorrências.

Joana Garcia, 18 anos, solicitou a ambulância ao sentir que estava com problemas renais. Segundo o registrado em boletim de ocorrência, o atendente do Samu orientou que ela tomasse dipirona e aguardasse na casa onde estava, na Vila Independência, pois não havia ambulâncias disponíveis. Ela afirmou que conseguiu ir ao Pronto-Socorro Central (PSC) por meios próprios e viu que sete viaturas estavam estacionadas no local.

A reclamação de José Carlos Quintanilha, 50 anos, radialista, é semelhante. Ele registrou no boletim de ocorrência informando que estava na Praça Machado de Mello quando passou mal e ligou para Samu. Ao ser informado de que não havia veículos disponíveis para transportá-lo, o radialista pegou uma carona e foi ao PSC, onde também constatou que havia ambulâncias paradas.

O coordenador do Samu explica que sempre existem ambulâncias estacionadas ao lado do PSC, mas elas não são necessariamente da emergência. “Temos paradas lá viaturas da prefeitura que não têm conserto, veículos do Hospital de Base ou de outras cidades”, argumenta.

Berber conta que o Samu possui sete viaturas: uma funciona como Unidade de Terapia Intensiva, que opera com um médico a bordo; três básicas - contam com um enfermeiro cada uma - e três viaturas sociais. Essas funcionam com maqueiros a bordo e fazem o transporte de idosos ou pacientes com problemas de saúde classificado não emergenciais e que não têm condições de se dirigir ao tratamento. “Se temos equipe e veículos disponíveis, nós fazemos o atendimento”, garante.

O coordenador do Samu explica que todas as ligações de emergência são encaminhadas a um médico que faz a avaliação e despacha para a ocorrência a viatura mais adequada ao caso. “As pessoas às vezes ficam nervosas por terem que dizer o que estão sentindo, mas é necessário para que o médico, do outro lado da linha, a oriente corretamente”, argumenta.

O Samu, segundo informa Berber, recebe cerca de 10 mil chamadas por mês, que resultam em aproximadamente 100 atendimentos por dia. “60% dos casos são chamadas direcionadas às ambulâncias sociais”, afirma.

Comentários

Comentários