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Bioma protege a água


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O bioma cerrado, apesar de suas árvores retorcidas e de casca grossa, é um importante aliado na proteção de nossas águas. Ainda de acordo com os estudos financiados pela Fapesp, a substituição da vegetação nativa por agricultura, os agrotóxicos e adubos podem chegar ao solo profundo e contaminar o aqüífero. O aqüífero Guarani é uma das maiores reservas de água subterrânea do Planeta e o cerrado contribui para a sua recarga.

Bauru e muitas outras cidades paulistas, além de outros sete Estados e mais dois países estão sobre o aqüífero Guarani, que só no Estado de São Paulo possui cerca de um milhão de poços perfurados.

As pessoas não tratam a água que poluíram nos rios, retiram a água de reservatórios profundos, porque é mais barato, e destroem as matas responsáveis pela reposição dessa água. Se houver a contaminação dessas águas, o problema será ainda maior. “Geralmente, o solo de cerrado é pobre, há uma variação na questão regional, mas é um solo de areia, por isso, permite uma infiltração maior da água, o que favorece a recarga de aqüífero”, reforça Marche.

Outra informação importante sobre o cerrado apontada pelo ambientalista, é sua importância nas grandes bacias hidrográficas. “O cerrado é o berço das águas, pois em sua área nascem as três principais bacias do País, a do Paraná, do rio São Francisco e a de Tocantins, responsável pelo abastecimento de um dos braços do rio Amazonas”, conclui, lutando para que o quadro de depredação seja revertido.

O Instituto Ambiental Vidágua, com sede em Bauru, tem um viveiro onde são produzidas mudas de espécies nativas do cerrado e de mata ciliar. A cidade também possui uma área de cerrado preservada, no Jardim Botânico, onde é possível conferir, com detalhes, as características deste importante bioma.

Saiba mais no site do Vidágua: www. vidagua.org.br ou pessoalmente na avenida Cruzeiro do Sul, 26-40, Jardim Carolina, Bauru. O telefone é (14) 3281-2633.

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