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Crianças que vão cedo para a creche têm perspectivas futuras melhores

Rafael Tadashi
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Por trás de todos os números e percentuais, a principal conclusão da pesquisa “Educação da Primeira Infância”, desenvolvida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) é que, quanto mais cedo a criança começa a freqüentar a escola, maiores serão as chances desta criança se tornar um adulto bem-sucedido.

A pesquisa - coordenada pelo economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Marcelo Neri, e baseada em um estudo do pesquisador norte-americano James Heckman, da National Longitudinal Surveys - concluiu que além de um provável futuro bem-sucedido, crianças que freqüentam a escola desde muito novas têm menores possibilidades de serem presas, de engravidar precocemente e de dependerem de programas de assistência social.

De acordo com a pedagoga e doutora em educação Vera Casério, é na escola que a criança aprende a socialização. “No contato com os educadores, a criança é estimulada a resolver por conta própria determinadas situações que os pais tendem a querer solucionar”, explica.

“No ambiente escolar e em contato com outras crianças é que se aprende a dividir, a lidar com as angústias e frustrações, a dialogar e pedir pelo que se deseja”, afirma Casério.

A empregada doméstica Maria do Carmo Cardoso, 33 anos, concorda com a pedagoga. Seus dois filhos, Isabel, 10 anos, e Alex, 7 anos, começaram a freqüentar creches desde os primeiros meses de vida. “Precisei matricular meus filhos na creche para poder trabalhar, mas hoje vejo que eles aprenderam valores muito importantes na escola”, comenta Cardoso.

Ela explica que os filhos - mesmo novos - são muito independentes, têm facilidade de comunicação e enfrentam as situações do dia-a-dia com naturalidade. “Conheço crianças que não passaram por creches e percebo que elas têm medo de algumas situações. Precisam dos pais para resolver tudo. Meus filhos encaram qualquer coisa sem receio”, declara Cardoso.

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