Regional

Ibitinga não vive só do bordado

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Ibitinga - O município de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru), já reconhecido pela indústria de confecção do bordado, passa por um momento de diversificação do agronegócio, com ampliação de lavouras canavieiras. Em menos de dois anos, a área plantada com cana cresceu 59,84%. Atualmente, a lavoura ocupa 12,1 mil hectares, enquanto que em 2003 o município tinha 7.570 hectares cultivados com a planta, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cana é a resposta encontrada pelos produtores rurais à queda de produtividade da laranja - principal lavoura entre os citrus - e, também, pela melhor remuneração do hectare cultivado. Com esse novo arranjo econômico, o setor da agroindústria vislumbra irrigar com maiores doses de recursos financeiros o setor rural.

Com uma população estimada pelo IBGE em 51.869 habitantes em julho deste ano, a cidade se orgulha de não ter taxas elevadas de desemprego. Dados da Prefeitura de Ibitinga apontam que 80% da população vive direta e indiretamente da produção e comercialização do bordado. O produto símbolo da Capital Nacional do Bordado se manifesta também na religiosidade do ibitinguense, que desde 1981 enfeita as ruas para a famosa procissão de Corpus Christi. São 12 quarteirões inteiramente ornamentados com a criatividade e fé cristã da população.

A cidade inicia criterioso processo de tombamento de prédios, bens artísticos e culturais coordenado pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Ibitinga. O Centro Artístico “Duílio Galli” - Museu e Arquivo Histórico Municipal se mantém como espaço privilegiado de exposições periódicas e mostras permanentes. O acervo pode ser visitado na rua Capitão Felício Racy, 791, região central.

A cidade de 115 anos ganhou o status de estância turística em 1992 e, mesmo prevalecendo o turismo de negócios, são expressivos os recursos naturais. Ibitinga é banhada pelos rios Tietê, Jacaré-Pepira, Jacaré-Guaçu, São Lourenço, São João e Ribeirão dos Porcos. O trecho do Tietê conserva águas despoluídas e abriga a usina hidrelétrica que, com um canal da eclusa, interliga a Hidrovia Tietê-Paraná. O limpo rio Jacaré-Pepira propicia um oásis no Estado de São Paulo: Pantaninho. O lugar é a única reserva pantanosa similar tanto em fauna quanto em flora ao Pantanal Mato-Grossense. A área onde está o Pantaninho é protegida por lei estadual que define 64.900 hectares como Área de Proteção Ambiental (APA). O Gasoduto Brasil-Bolívia também tem ramal no município. Nas próximas páginas, saiba como vivem e o que pensam visitantes e ibitinguenses.

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