Bairros

Fim do nó em malha viária na Praça Portugal

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Interligar as avenidas Getúlio Vargas e Comendador José da Silva Marta para unir lados extremos da cidade e melhorar a malha viária da zona sul. Essa é a proposta dos arquitetos Maurício Queiroz Costa e Edward Albiero Júnior para garantir fluidez no atravancado trânsito das imediações da Praça Portugal. Para tanto, eles também propõem a reformulação das áreas verdes do local, que receberiam trato paisagístico. â€œÉ uma região bonita, nobre, que mereceria ser usada de forma mais inteligente. Lá nós temos três ilhas de praça sem função definida. Temos também nó no trânsito, falta de estacionamento e de acesso ao pedestre. A junção das avenidas resolveria o trânsito. Juntaríamos ainda a ilha, mais duas praças, o que favoreceria uma outra, com porte mais avantajado. Essa grande praça poderia ter vários equipamentos urbanos, trajetos, pistas de caminhada. Ficaríamos com mais três pequenas áreas verdes no entorno”, explica Costa.

De acordo com a proposta elaborada por ele e pelo sócio, um estacionamento seria instalado na rua Rubens Pagani, que passaria a ter um trânsito secundário. “Isso merece um estudo urbanístico aprofundado. É um projeto bem viável. O medo da gente é fazer uma proposta e se passar muitas vezes por neófito ou bairrista. Na verdade, a cidade precisa de inúmeras intervenções muito mais urgentes. Por exemplo, veja a situação da periferia. Isso aqui parece muito cosmético”, diz.

Preocupação idêntica demonstra Albiero. Na opinião dele, a cidade não pode ser só bonita ou só funcional. Tem de ser as duas coisas, processo que se conduz por várias administrações públicas. “O amor próprio por uma cidade passa, por exemplo, pela limpeza. Você anda e vê lixo, buraco, pixações. A troco de quê as pessoas vão se preocupar em preservá-la? A beleza será construída em anos, mas alguém tem de começar”, alerta.

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