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Seleção Brasileira conquista título inédito no Japão

Folhapress*
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Nagoya - A nova realidade da seleção brasileira feminina de vôlei escreveu ontem seu mais vitorioso capítulo. O time de José Roberto Guimarães bateu a Coréia do Sul por 3 sets a 0, no ginásio Rainbow Hall, em Nagoya (Japão), e conquistou, invicto, pela primeira vez, o título da Copa dos Campeões. Foi o sexto triunfo em seis torneios no ano.

A temporada de maior êxito na história do vôlei feminino brasileiro engloba também títulos no Torneio de Courmayeur, na Copa Masters, no Grand Prix (versão feminina da Liga Mundial), no Classificatório para o Mundial e no Sul-Americano. Ao todo, a equipe jogou 38 vezes no ano, com 36 vitórias. As duas derrotas foram sofridas para a China, atual campeã olímpica, no Grand Prix. O Brasil, porém, deu o troco na estréia da Copa dos Campeões com uma vitória sobre as chinesas por 3 sets a 2, de virada.

Mais fraca equipe da competição, a Coréia do Sul não ofereceu resistência às brasileiras, que entraram em quadra com a taça praticamente garantida após a vitória, sábado, sobre os EUA. Superior em todos os fundamentos, as comandadas de Zé Roberto levaram 1 hora e 15 minutos para fechar a partida, com parciais de 25/19, 25/18 e 25/20.

Apesar de comemorar a bem-sucedida campanha, o técnico foi cauteloso ao analisar a dinastia verde-amarela em 2005. “Elas estão de parabéns, mas eu não acredito em limites. Quero ultrapassá-los. Conquistamos um título inédito, mas toda a preparação visa à medalha olímpica em 2008”, falou o treinador, campeão pela 11ª vez com a seleção feminina. Apostando em uma equipe renovada - apenas Valeskinha, Sassá e Fabiana fizeram parte do grupo que não subiu ao pódio nos Jogos de Atenas 04 -, Zé Roberto trocou veteranas como Fernanda Venturini, Virna (aposentadas da seleção nacional), Fofão e Walewska por atletas de pouca experiência no time principal, como a levantadora Carol, a ponta Jaqueline e a central Carol Gattaz.

A postura “guerreira” cobrada pelo treinador foi correspondida em treinos e jogos. Em vez de antigas vaidades, união. “Estamos juntas há tanto tempo que, só de olhar, já sabemos o que a outra está pensando”, falou a oposto Sheilla, escolhida a melhor atleta da Copa dos Campeões. Jaqueline, que chegou a chorar após bronca de Zé Roberto contra a Polônia, concorda: “Nós sempre nos ajudamos. E isso faz a diferença.”

Tales Torraga*

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