Tribuna do Leitor

Emdurb - empresa deficitária?


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Na matéria publicada no “JC nos bairros” do dia 7/8/05, sobre o sistema de estacionamento rotativo (zona azul) de Bauru, existe um gráfico ilustrativo mostrando o mapa geral dos locais implantados, acrescido de informações sobre número de vagas, arrecadação etc... Temos, portanto, 2.025 (duas mil e vinte e cinco) vagas na cidade, das quais 1.298 (um mil, duzentos e noventa e oito) são para 1 (uma) hora ao custo de R$ 0,75 (setenta e cinco centavos) a hora, e as restantes 727 (setecentos e vinte e sete) são para duas horas ao custo de R$1,00 (um real) o período. Segundo a matéria, a arrecadação mensal da venda de cartões de estacionamento foi de em média R$50.400,00 (cinqüenta mil e quatrocentos reais) durante o primeiro semestre de 2005.

Considerando-se que um mês tem em média 25 (vinte e cinco) dias úteis, podemos afirmar que a arrecadação diária ficou em R$2.016,00 (dois mil e dezesseis reais), significando que teria havido um índice de ocupação de pouco mais de uma vaga/dia para todo o sistema, durante o primeiro semestre de 2005. Parece-me um número muito aquém do esperado para um serviço que funciona durante 10 (dez) horas de segunda a sexta-feira, e 4 (horas) aos sábados.

Mesmo considerando-se que nem todas as vagas são ocupadas simultaneamente todos os dias, e ainda que há dias em que muitas das vagas permanecem ociosas, ainda assim, esperava-se uma arrecadação superior, uma vez que nós, ao estacionarmos, procuramos imediatamente adquirir o cartão seja dos orientadores (fiscais) ou nos pontos fixos de venda, isso tudo porque a multa é pesada, e ainda existe o temor da pontuação na CNH.

Desde o início da atual administração, a Emdurb tem sido apontada como empresa deficitária, e principalmente em relação à coleta de lixo, ocorreu primeiro a proposta de privatização, depois a cobrança pelo serviço, ambos projetos depois abortados pelos próprios autores.

Registro minha sugestão no sentido de que seja feito uma revisão na fonte de arrecadação proveniente da Zona Azul, a qual com certeza se bem administrada seria lucrativa, uma vez que já existe até um movimento de empresários propondo sua privatização. Ora, se empresários vêem possibilidades de lucros, por que o Poder Público Municipal não age para que esse lucro possa ser arrecadado sem intermediários, e direcionado para atender as necessidades mais básicas relacionadas à população, como a coleta de lixo, e o aterro sanitário, por exemplo.

Grato pela publicação!

Antonio Vitorino Ferreira - representante comercial

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